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Tireoidite de Hashimoto: causas e sintomas da doença

Conheça que problema é esse que pode gerar um quadro grave de desequilíbrio hormonal
tireoidite de Hashimoto
Crédito: Freepik

O Dr. Hakaru Hashimoto foi o primeiro profissional a descobrir essa doença, que levou o seu nome. Basicamente, a tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que consiste na inflamação da glândula, gerando o hipotireoidismo.

Esse problema deve ser combatido rapidamente, pois ele gera outras complicações para coração, músculos, pele, cabelo, intestino e até mesmo para o cérebro, já que se trata de uma disfunção hormonal.

Aqui você encontra:

Sintomas

Os efeitos da tireoidite de Hashimoto podem ser sentidos no plano físico e pelas funções corpóreas. Sua análise requer acompanhamento médico, mas o primeiro passo para isso é a correta identificação de sintomas. Assim, é essencial que você saiba como identificar os sintomas dessa doença corretamente.

1. Disfagia

Um artigo publicado no Instituto de Biomedicina da Universidade Federal Fluminense indica que a disfagia pode ser uma das consequências gerada pelo aumento de pressão na estrutura do pescoço. Ou seja, a dificuldade em engolir alimentos e até mesmo água.

Devido a dificuldade relatada, muitas pessoas que sofrem com a doença acabam comendo e bebendo menos do que o necessário. Essa consequência pode ser transformada em distúrbios alimentares como anorexia e desidratação.

2. Cansaço

tireoidite de Hashimoto
Crédito: News Bomb

O cansaço frequente é um dos principais sintomas dessa doença, causado pela dispneia (falta de ar), proveniente dessa mesma sensação de pressão no pescoço.

Como essa é uma doença autoimune, o próprio organismo acaba se desgastando ao tentar combater as células da própria tireoide. O que diminui o índice de hormônios T3 e T4, responsáveis pela sensação de cansaço.

3. Prisão de ventre

A redução da produção de hormônios T3 e T4 acarretada por essa síndrome gera problemas intestinais. Isso se deve ao fato de o intestino funcionar de modo mais lento. Com o retardo dos movimentos peristálticos, acaba por ser promovida uma queda de desempenho.

Essa queda de desempenho é o que faz com que haja mais dificuldade para evacuação e, consequentemente, prisão de ventre.

4. Dificuldades de raciocínio

Também é característico da tireoidite de Hashimoto certa lentidão de movimentos, fala e raciocínio. Tudo isso devido à inflamação da glândula.

Afinal, ao atacar a tireoide, essa doença interfere negativamente na ação das catecolaminas, que são hormônios que agem como neurotransmissores.

5. Lesões e câimbras

Quando o organismo está diretamente ativado para o combate de agentes invasores, ele redireciona a energia disposta para algumas funções secundárias.

Na síndrome de Hashimoto, como o corpo confunde a tireoide com um agente invasor, ele disponibiliza muita energia nessa região e diminui a síntese de proteínas. Isso provoca queda no desempenho muscular, aumentando a susceptibilidade a lesões e cãimbras.

6. Ciclo menstrual irregular

tireoidite de Hashimoto
Crédito: Opas

Como você já sabe, a tireoidite de Hashimoto é uma doença autoimune que afeta diretamente a produção dos hormônios T3 e T4. Este, por sua vez, influencia e acaba por desregular o ciclo menstrual.

Porém, com a diminuição da produção de T3 e T4, o ciclo é interrompido. Por isso, um dos sintomas dessa doença consiste na irregularidade da menstruação, infertilidade e diminuição natural da libido.

7. Papeira

A papeira é o nome vulgar dado ao bócio e consiste em uma grande camada de pele volumosa na região do pescoço. Ela pode ser um sintoma dessa doença, porque com o ataque a essa glândula há a possibilidade de a tireoide expandir, o que gera a papeira.

Os benefícios do iodo para a tireoide e o organismo

Causas

A causa principal dessa tireoidite é o ataque dos anticorpos do organismo contra a glândula. Porém, as causas desse comportamento podem estar relacionados a fatores secundários. São eles: infecções virais, bactérias, exposição exacerbada ao iodo, medicamentos e até mesmo fatores genéticos. Porém, nenhum é realmente comprovado que cause a doença autoimune.

Portanto, todas as justificativas giram em torno dessa seguinte pergunta: como elas influenciam o organismo a agir contra sua própria tireoide?

Isso é mais fácil de responder, quando está relacionado aos vírus e bactérias, que realmente são agentes invasores. Mas quanto aos outros fatores, é necessário que haja uma investigação mais complexa.

A justificativa do iodo e dos medicamentos, por exemplo, é baseada nalteração de produção hormonal que eles podem causar no organismo. O que desencadearia uma produção anormal da tireoide, passando a ser “vista” como um agente externo.

Não é possível afirmar qual é o medicamento (específico) que pode gerar essa condição, já que cada corpo reage de maneira diferente. Entretanto, o iodo possui um papel mais amplo, já que ele é direcionado diretamente para a tireoide.

Qual a função da tireoide e o que faz essa glândula tão importante?

Tem cura?

tireoidite de Hashimoto
Crédito: Humani Ultrassonografia

A tireoidite de Hashimoto não tem cura, o que faz com que a pessoa que porte essa doença tenha que tomar medicamentos durante o resto da vida. Na realidade, esse é um fator muito comum entre doenças autoimunes, já que a medicina ainda possui recursos e tratamentos definitivos que impeçam o organismo de “se atacar”.

Mas, com o tratamento devido, anulam-se os efeitos da doença e permite que a pessoa viva normalmente. Vale ressaltar que o tratamento para esse problema deverá ser feito pelo resto da vida.

Que médico consultar e quando

Endocrinologistas são os profissionais ideais para o atendimento de doenças relacionadas às glândulas, tais como a tireoide e suas funções de produção hormonal.

O momento ideal para consultar esse tipo de profissional é assim que surgirem os primeiros sintomas, para que o diagnóstico seja feito. Constatando ou descartando a tireoidite de Hashimoto.

Tratamento

Para simular a atividade correta da tireoide, o tratamento dessa inflamação consiste na suplementação de Levotiroxina, hormônio que deveria ser produzido naturalmente por essa glândula.

Por isso, esse tratamento não consiste na cura da doença, pois apenas serve para repor as carências produzidas por ela e anular seus efeitos.

A Levotiroxina deve ser ingerida diariamente em jejum, para melhor absorção de seus efeitos. Além disso, se for necessário ingerir outros medicamentos, esses só devem ser ingeridos 1 hora depois da Levotiroxina, para não atrapalhar a sua absorção.

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