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Glaucoma: o que é, sintomas e causas

Essa doença, quando não tratada, pode levar à cegueira. Saiba como evitar

Crédito: Defense.gov

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O glaucoma é uma doença que atinge os olhos, atrapalhando a visão. Ela é causada principalmente pelo aumento da pressão dentro do olho, que, se não tratada, pode levar à cegueira.

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, essa doença se manifesta em cerca de 3% das pessoas maiores que 40 anos. O que significa que cerca de 67 milhões de pessoas em todo o mundo têm a doença e 10% delas já não conseguem enxergar.

Sintomas iniciais de glaucoma

Crédito: Wikimedia Commons

O glaucoma é uma doença silenciosa, que não apresenta nenhum sintoma em sua fase inicial, sendo assim muito difícil de detectar. A única maneira é manter as visitas ao oftalmologista constantes, principalmente após os 35 anos.

Existe uma pesquisa em andamento, realizada pela London’s Global University, que está buscando compreender e identificar marcadores precoces de processos celulares em doenças neurodegenerativas no olho – incluindo glaucoma, Alzheimer e doença de Parkinson. O objetivo é encontrar um diagnóstico precoce não invasivo, mas ainda não há resultados atestados.

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Sintomas avançados

Os sinais avançados são os primeiros a serem vistos, caso o paciente não tenha realizado as visitas de rotina ao consultório do oftalmologista. Eles manifestam-se das seguintes formas, de acordo com o Ministério da Saúde:

  • Perda da visão periférica: as imagens no  centro são nítidas, mas nas bordas começam a ficar borradas e depois escuras;
  • Pressão intraocular acima da média: detectada em exame oftalmológico padrão;
  • Alterações no nervo ótico: detectada em exame mais aprofundado, incluindo o exame de fundo de olho.

Como se pode observar, não há sinais do dia a dia que ajudem a descobrir a doença. O acompanhamento médico é parte fundamental para evitar o glaucoma.

Causas

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) o glaucoma é o causador de 12% dos casos de cegueira no mundo. Só a catarata provoca mais perda de visão. Existem diversos fatores de risco para a doença, de acordo com o Ministério da Saúde:

  • Aumento da pressão intraocular;
  • Idade maior que 40 anos;
  • Escavação do nervo óptico;
  • Etnia afrodescendente para glaucoma de ângulo aberto;
  • Etnia oriental para glaucoma de ângulo fechado;
  • Histórico familiar e predisposição genética;
  • Diabetes tipo 2;
  • Latinos e afrodescendentes tem maiores chances de cegueira pela doença do que caucasianos;
  • Enxaqueca e vasoespasmos periféricos;
  • Córneas muito finas.

Glaucoma tem cura?

Se detectado nas fases iniciais, é possível controlar o quadro com o tratamento adequado, retardando ou eliminando a possibilidade de perda de visão, mas não há cura. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, existem três tipos de tratamento para a doença: uso de colírios, aplicação de laser e cirurgia. A escolha entre eles deve ser feita de acordo com o quadro clínico do paciente.

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Assim que diagnosticado na consulta de rotina, o glaucoma passa a ser tratado com diversos tipos de colírio, a depender de cada caso. O paciente deve retornar ao consultório para nova medição da pressão ocular depois de um mês de tratamento, para adequar a dose dos colírios, que deverão ser usados pelo resto da vida, pois não há ainda cura para o glaucoma, apenas controle.

Como prevenir

Como foi observado, não há como prevenir de fato o surgimento da doença, pois ela é fundamentalmente de origem genética. O Ministério da Saúde explica que a melhor maneira de preveni-la é consultar um médico oftalmologista pelo menos uma vez por ano.

Então, cuide da sua visão adequadamente, sem forçar, buscando alimentos que favoreçam sua proteção, para que possa desfrutar da bênção da visão por muitos e muitos anos.

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