O glaucoma é uma doença que atinge os olhos, atrapalhando a visão. Ela é causada principalmente pelo aumento da pressão dentro do olho, que, se não tratada, pode levar à cegueira.
Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, essa doença se manifesta em cerca de 3% das pessoas maiores que 40 anos. O que significa que cerca de 67 milhões de pessoas em todo o mundo têm a doença e 10% delas já não conseguem enxergar.
Sintomas iniciais de glaucoma

O glaucoma é uma doença silenciosa, que não apresenta nenhum sintoma em sua fase inicial, sendo assim muito difícil de detectar. A única maneira é manter as visitas ao oftalmologista constantes, principalmente após os 35 anos.
Existe uma pesquisa em andamento, realizada pela London’s Global University, que está buscando compreender e identificar marcadores precoces de processos celulares em doenças neurodegenerativas no olho – incluindo glaucoma, Alzheimer e doença de Parkinson. O objetivo é encontrar um diagnóstico precoce não invasivo, mas ainda não há resultados atestados.
Sintomas avançados
Os sinais avançados são os primeiros a serem vistos, caso o paciente não tenha realizado as visitas de rotina ao consultório do oftalmologista. Eles manifestam-se das seguintes formas, de acordo com o Ministério da Saúde:
- Perda da visão periférica: as imagens no centro são nítidas, mas nas bordas começam a ficar borradas e depois escuras;
- Pressão intraocular acima da média: detectada em exame oftalmológico padrão;
Como se pode observar, não há sinais do dia a dia que ajudem a descobrir a doença. O acompanhamento médico é parte fundamental para evitar o glaucoma.
Causas
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) o glaucoma é o causador de 12% dos casos de cegueira no mundo. Só a catarata provoca mais perda de visão. Existem diversos fatores de risco para a doença, de acordo com o Ministério da Saúde:
- Aumento da pressão intraocular;
- Idade maior que 40 anos;
- Escavação do nervo óptico;
- Etnia afrodescendente para glaucoma de ângulo aberto;
- Etnia oriental para glaucoma de ângulo fechado;
- Histórico familiar e predisposição genética;
- Diabetes tipo 2;
- Latinos e afrodescendentes tem maiores chances de cegueira pela doença do que caucasianos;
- Enxaqueca e vasoespasmos periféricos;
- Córneas muito finas.
Glaucoma tem cura?
Se detectado nas fases iniciais, é possível controlar o quadro com o tratamento adequado, retardando ou eliminando a possibilidade de perda de visão, mas não há cura. Segundo o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, existem três tipos de tratamento para a doença: uso de colírios, aplicação de laser e cirurgia. A escolha entre eles deve ser feita de acordo com o quadro clínico do paciente.
Assim que diagnosticado na consulta de rotina, o glaucoma passa a ser tratado com diversos tipos de colírio, a depender de cada caso. O paciente deve retornar ao consultório para nova medição da pressão ocular depois de um mês de tratamento, para adequar a dose dos colírios, que deverão ser usados pelo resto da vida, pois não há ainda cura para o glaucoma, apenas controle.
Como prevenir
Então, cuide da sua visão adequadamente, sem forçar, buscando alimentos que favoreçam sua proteção, para que possa desfrutar da bênção da visão por muitos e muitos anos.

