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Como reduzir o risco de demência

Nunca é tarde para começar a exercitar o corpo e a mente
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Crédito: Freepik

A demência é uma condição que engloba diversas doenças, caracterizando-se pela perda – geralmente gradual – da capacidade cognitiva, coordenação motora, memória e muitos outros fatores. Saiba o que fazer para reduzir o risco de demência, prevenir ou até mesmo desacelerar o seu desenvolvimento.

5 Dicas para reduzir risco de demência

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Crédito: Freepik

De acordo com o Ministério da Saúde, são necessários alguns mecanismos para diminuir a agressividade, o progresso e até o desenvolvimento da demência.

Eles abrangem técnicas para reduzir o envelhecimento precoce do cérebro, assim como a inflamação no corpo e também no cérebro. Visa também reduzir a propensão ao desenvolvimento de problemas no coração, além de estimular a cognição.

Veja então quais são as dicas dadas pelo Ministério da Saúde, com foco em reduzir o risco de demência na terceira idade, devendo-se começar a colocar em prática o mais cedo possível.

1. Treinamento cognitivo

Manter sua mente ativa é fundamental para reduzir as chances de demência, pois você está estimulando as ligações neurais, incrementando sua cognição.

Atividades que possam fazer com que seu cérebro fique ativo por mais tempo são fundamentais, pois desaceleram o processo de envelhecimento do mesmo.

Então procure atividades nas quais você precise estimular a criatividade, como a leitura – que estimula a imaginação, memória e outras áreas –, os jogos de números, de palavras ou espaciais, escrever um diário ou, quem sabe, poesias. O importante é manter diversas áreas do cérebro ativas.

Ouça música e cante junto, dance, faça esculturas, artesanato, bordado, crie um novo móvel para sua casa, reforme um antigo, encontre um novo hobbie. Existem diversos jogos para celular que são excelentes para a mente, como o sudoku, de formar palavras, resolver quebra-cabeças e muito mais.

2. Atividades aeróbicas

De acordo com o que foi apresentado no documento do Ministério, as atividades físicas aeróbicas podem, sim, ajudar a prevenir a doença, tendo “potencial impacto na prevenção primária, secundária e terciária da demência”, sendo porém necessários mais estudos para tornar a ideia mais consistente.

Segundo estudo, as atividades aeróbicas podem ajudar a oxigenar o cérebro, além de levar mais nutrientes, através do aumento do fluxo sanguíneo, aumentando também a atividade dos neurotransmissores.

Ainda de acordo com a mesma investigação, a prática de atividade física aeróbica pode “promover adaptações em estruturas cerebrais e plasticidade sináptica que culminariam com melhoras cognitivas”, ou seja, vai te ajudar a manter o cérebro ativo e em constante adaptação, evitando o desgaste.

3. Suplementação de vitaminas

O consumo adequado de vitaminas específicas que possam evitar a oxidação, ou seja, a degeneração dos neurônios através dos radicais livres, pode ajudar a retardar ou prevenir a demência, não sendo porém confirmado nem refutado em nenhum estudo conclusivo.

As mais indicadas são as vitaminas C e E, porém é interessante suplementar também com outros nutrientes essenciais, como o ácido fólico associado ao complexo B, especificamente as vitaminas B2, B6 e B12.

De acordo com o órgão, suplementar a alimentação do idoso com nutrientes essenciais que protejam o cérebro do envelhecimento precoce, pode ser “potencialmente relevante em termos de prevenção”.

4. Ingestão de gingko biloba

O uso de gingko biloba, de forma moderada, pode ser interessante também para evitar o estresse oxidativo do cérebro, retardando ou prevenindo a demência. Porém, seu uso prolongado pode gerar mal estar e outros efeitos colaterais, podendo chegar até a hemorragia.

Dessa forma, seu uso pontual, dada a sua ação antioxidante, comprovada em estudos in vitro, que acabaram reduzindo a amiloidogênese – má formação da proteína, que acaba se unindo em pequenos pontos – pode desacelerar ou prevenir a doença.

5. Consumo de ômega-3

O consumo de ômega-3 para prevenção de demência ainda não tem estudos conclusivos que atestem 100% sua eficácia, porém se pode observar a importância do mesmo para as funções celulares cerebrais.

O ômega-3 faz parte da composição dos neurônios, especificamente, da membrana externa, onde ocorrem as trocas elétricas, para processamento da informação. Sua presença garante uma maior viscosidade, aumentando a eficácia na transmissão dos impulsos elétricos.

Além de auxiliar as funções celulares, incluindo dos neurônios, ele tem ação anti-inflamatória. O mais interessante é que o corpo não produz esse nutriente essencial, sendo assim necessário suplementar, seja através da alimentação ou de medicamentos.

É fundamental sempre consultar seu médico ou nutricionista de confiança antes de fazer qualquer modificação na sua dieta ou rotina de atividades físicas, pois cada corpo reage de forma única.

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