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Demência: o que é, sintomas e tipos

É importante saber identificar os primeiros sintomas da doença, para fazer o acompanhamento correto

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Crédito: Freepik

De acordo com o parecer técnico-científico do Ministério da Saúde, a demência “pode ser definida
como a condição neurológica de comprometimento de múltiplos domínios cognitivos, sobretudo da memória, associado à perda funcional para atividades da vida diária”.

Ou seja, é uma condição que leva à perda do domínio da racionalidade, bem como problemas de memória e outros neurológicos, como o tremor das mãos e outros, podendo dificultar bastante a vida do paciente e da família.

Tem uma evolução progressiva, normalmente mais lenta, tendendo a piorar com o tempo. As respostas ao tratamentos conhecidos ainda não são tão eficazes, podendo resultar somente em uma menor velocidade no desencadeamento dos sintomas.

Sintomas de demência

sintomas de demência
Crédito: Freepik

Apesar de existirem tipos diferentes de demência, alguns deles são bem similares. De acordo com Universidade do Rio Grande do Sul (UFRGS), podem ser subdivididos em quatro tópicos, sintomas das funções executivas, habilidades visuoespaciais, linguagem e comportamento.

1. Diminuição das funções executivas

As funções executivas estão relacionadas a uma série de atividades e decisões a serem tomadas no dia a dia, sendo um dos grandes pontos a se preocupar quando se tem algum parente apresentando sintomas como:

  • Falta de memória: fazer a mesma pergunta diversas vezes, esquecer compromisso marcados recentemente, não lembrar onde colocou coisas simples, como a xícara de café e outros relacionados;
  • Dificuldade de raciocínio: a capacidade de ligar ideias, fatos e ações fica limitada, assim como a de acompanhar um raciocínio lógico em uma conversa;
  • Não conseguir fazer tarefas complexas: tarefas que requeiram muitos passos ou estratégia, como um simples jogo de xadrez, pode ser um desafio para quem sofre com demência;
  • Diminuição na percepção de risco: a percepção de risco também fica alterada, fazendo com que a pessoa atravesse a rua de forma descuidada ou até mesmo pegue uma panela ainda quente, por exemplo;
  • Inabilidade em atividades sequenciais: jogos mais longos e outras atividades que requeiram uma sequência lógica ficam prejudicados com a doença.

2. Menos habilidades visuespaciais

Essa limitação está relacionada ao campo da visão – na capacidade de interpretar o que está sendo visto e não no aparelho ocular – como também ao campo da percepção espacial. Seus principais sintomas são:

  • Não reconhecer pessoas: pessoas novas provavelmente não serão reconhecidas com o tempo, tendo que se reapresentar sempre;
  • Dificuldade em identificar objetos do dia a dia: objetos simples como pentes, televisão ou similares, podem, sim, ser completamente apagados da memória por um período;
  • Não ver objetos que estão no campo de visão: a bolsa pode estar em frente à pessoa e ela realmente não perceber;
  • Dificuldade em juntar a coordenação motora com a visão: coisas simples como pegar a caneca na mesa, sem esbarrar e derrubar, requer muito esforço e concentração;
  • Vestir-se passa a ser mais complicado: se vestir é um desafio único para quem sofre com a demência, principalmente em casos mais avançados;
  • Diminuição na capacidade motora: Levar o talher à boca, cortar a carne, mastigar devidamente e até mesmo engolir o alimento, pode se tornar um desafio.

3. Comprometimento da linguagem

A perda da capacidade de comunicação é, infelizmente, um dos sintomas da demência, passando por diversas fases, desde uma não-compreensão de uma história ou caso contado por você até mesmo a ausência total de expressão.

  • Perda da capacidade de se expressar: a capacidade de comunicação fica extremamente prejudicada, ao final do processo degenerativo, a ponto do paciente não conseguir mais falar ou entender o interlocutor;
  • Menor compreensão do que é dito: aparece como coisas mais simples, quando dá para encontrar palavras substitutas ou analogias que expliquem o que está sendo dito, até a falta de compreensão total;
  • Comprometimento da leitura: além da dificuldade de compreender o que está lendo, o fator anterior, com a dificuldade em ver as letras e palavras de forma lógica, também interfere nesse ponto;
  • Dificuldade de escrever frases conexas: o sequenciamento de ideias já não está mais tão afiado, então pode acontecer de falhas na escrita, como na fala, com certa desconexão entre as palavras;
  • Erros durante a fala: isso ocorre também durante a fala, não apenas com erros de concordância, mas também fonéticos e estruturais.

4. Mudanças no comportamento

Como toda a estrutura cerebral e neurológica está sendo alterada, há chances de ocorrerem mudanças tanto na personalidade quanto no comportamento do paciente, podendo passar por polos adversos, como euforia e apatia.

  • Flutuação de humor: as flutuações de humor são frequentes em casos de demência, podendo oscilar de uma hora para a outra;
  • Agitação: incapacidade de ficar quieto, querer andar e se mexer, mesmo que esteja incapacitado no momento, faz parte do processo degenerativo;
  • Apatia: falta de vontade de andar, conversar ou fazer as atividades que estava acostumado, pode ser comum;
  • Isolamento: essa apatia pode levar ao isolamento, sem vontade de interagir com ninguém;
  • Falta de empatia: ver o outro como outro ser humano, munido de sentimentos, é uma construção social, aprendido ao longo da vida. Com a degeneração, esse aprendizado acaba ficando para trás;
  • Comportamentos indevidos: isso leva também ao desenvolvimento de comportamentos indevidos, fora dos padrões morais, ou até mesmo a comportamentos compulsivos.

Tipos

Há três tipos de classificação de demências, que incluem doenças como o Alzheimer, Lewy ou Parkinson.

1. Evolutiva

As demências evolutivas começam mais simples, a partir de doenças neurodegenerativas, vasculares ou infecciosas crônicas, com sintomas mais leves como tremores, perda de memória casual, falta de noção de localização e outros.

Ela vai evoluindo, aumentando a intensidade e quantidade de sintomas, até levar ao ponto da total apatia. Existem tratamentos que retardam bastante o agravamento, conferindo uma maior qualidade de vida para o paciente.

2. Estática

Elas ocorrem por causa de problemas vasculares com ou sequelas de lesões cerebrais agudas, oriundas de traumas – batidas e pancadas na cabeça – ou infecções.

Elas normalmente ficam estáticas, sem evoluir ou melhorar, mantendo as limitações adquiridas, como ocorre em acidentes de carro, quedas de cavalo ou até mesmo inflamações na região.

3. Potencialmente reversível

Existem duas causas de demência que têm a chance de se reverter, sendo elas a causada por falta de vitamina B12 no organismo, bem como o hipotireoidismo.

Em ambos os casos, o tratamento adequado e regulação da alimentação podem reverter o quadro, porém é necessário disciplina para tal, seguindo a risca o que o médico indicar.

Demência tem cura?

A resposta é: depende. A cura da demência está relacionada ao que causou a mesma. Se for algum tipo de deficiência de vitamina B12 ou hipotireoidismo, é mais fácil, mas se forem as outras duas causas, é muito difícil de curar, buscando apenas o paliativo para atrasar mais o processo.

Quando mais cedo começar o acompanhamento do paciente, antes os sintomas poderão ser controlados. Esteja sempre atento e visite um neurologista regularmente.

Saiba mais sobre a relação da demência e Alzheimer no vídeo:

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