A demência é uma condição que engloba diversas doenças, caracterizando-se pela perda – geralmente gradual – da capacidade cognitiva, coordenação motora, memória e muitos outros fatores. Saiba o que fazer para reduzir o risco de demência, prevenir ou até mesmo desacelerar o seu desenvolvimento.
5 Dicas para reduzir risco de demência

De acordo com o Ministério da Saúde, são necessários alguns mecanismos para diminuir a agressividade, o progresso e até o desenvolvimento da demência.
Eles abrangem técnicas para reduzir o envelhecimento precoce do cérebro, assim como a inflamação no corpo e também no cérebro. Visa também reduzir a propensão ao desenvolvimento de problemas no coração, além de estimular a cognição.
Veja então quais são as dicas dadas pelo Ministério da Saúde, com foco em reduzir o risco de demência na terceira idade, devendo-se começar a colocar em prática o mais cedo possível.
1. Treinamento cognitivo
Atividades que possam fazer com que seu cérebro fique ativo por mais tempo são fundamentais, pois desaceleram o processo de envelhecimento do mesmo.
Então procure atividades nas quais você precise estimular a criatividade, como a leitura – que estimula a imaginação, memória e outras áreas –, os jogos de números, de palavras ou espaciais, escrever um diário ou, quem sabe, poesias. O importante é manter diversas áreas do cérebro ativas.
2. Atividades aeróbicas
De acordo com o que foi apresentado no documento do Ministério, as atividades físicas aeróbicas podem, sim, ajudar a prevenir a doença, tendo “potencial impacto na prevenção primária, secundária e terciária da demência”, sendo porém necessários mais estudos para tornar a ideia mais consistente.
Segundo estudo, as atividades aeróbicas podem ajudar a oxigenar o cérebro, além de levar mais nutrientes, através do aumento do fluxo sanguíneo, aumentando também a atividade dos neurotransmissores.
Ainda de acordo com a mesma investigação, a prática de atividade física aeróbica pode “promover adaptações em estruturas cerebrais e plasticidade sináptica que culminariam com melhoras cognitivas”, ou seja, vai te ajudar a manter o cérebro ativo e em constante adaptação, evitando o desgaste.
3. Suplementação de vitaminas
As mais indicadas são as vitaminas C e E, porém é interessante suplementar também com outros nutrientes essenciais, como o ácido fólico associado ao complexo B, especificamente as vitaminas B2, B6 e B12.
De acordo com o órgão, suplementar a alimentação do idoso com nutrientes essenciais que protejam o cérebro do envelhecimento precoce, pode ser “potencialmente relevante em termos de prevenção”.
4. Ingestão de gingko biloba
O uso de gingko biloba, de forma moderada, pode ser interessante também para evitar o estresse oxidativo do cérebro, retardando ou prevenindo a demência. Porém, seu uso prolongado pode gerar mal estar e outros efeitos colaterais, podendo chegar até a hemorragia.
Dessa forma, seu uso pontual, dada a sua ação antioxidante, comprovada em estudos in vitro, que acabaram reduzindo a amiloidogênese – má formação da proteína, que acaba se unindo em pequenos pontos – pode desacelerar ou prevenir a doença.
5. Consumo de ômega-3
O consumo de ômega-3 para prevenção de demência ainda não tem estudos conclusivos que atestem 100% sua eficácia, porém se pode observar a importância do mesmo para as funções celulares cerebrais.
O ômega-3 faz parte da composição dos neurônios, especificamente, da membrana externa, onde ocorrem as trocas elétricas, para processamento da informação. Sua presença garante uma maior viscosidade, aumentando a eficácia na transmissão dos impulsos elétricos.
Além de auxiliar as funções celulares, incluindo dos neurônios, ele tem ação anti-inflamatória. O mais interessante é que o corpo não produz esse nutriente essencial, sendo assim necessário suplementar, seja através da alimentação ou de medicamentos.
É fundamental sempre consultar seu médico ou nutricionista de confiança antes de fazer qualquer modificação na sua dieta ou rotina de atividades físicas, pois cada corpo reage de forma única.

