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Perda de olfato é associada a maior risco de mortalidade

Estudo realizado nos Estados Unidos descobriu que a perda de olfato associada a maior risco de mortalidade

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Crédito: Pixabay

Sentir o cheiro das coisas é muito prazeroso e traz memórias afetivas, como um perfume, a grama recém cortada ou o bolo que saiu do forno. Mas conforme as pessoas envelhecem, essa capacidade vai diminuindo naturalmente. Essa diminuição do olfato não era tão importante até que um estudo realizado nos Estados Unidos descobriu que a perda de olfato é associada a maior risco de mortalidade. E a pessoa ser saudável ou não faz a menor diferença nesse caso.

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Por que a perda de olfato é associada a maior risco de mortalidade

O estudo realizado pela Universidade Estadual do Michigan descobriu que pessoas adultas que têm o olfato comprometido, não sentindo mas os cheiros com intensidade, têm o risco de morte em um período de 10 anos 50% maior do que pessoas que não têm o olfato ruim. E pessoas que são saudáveis também entram nessa estatística.

Segundo um dos pesquisadores, o epidemiologista Honhle Chen, a ligação entre o risco de morte e o olfato é que as pessoas quando envelhecem têm a perda de olfato naturalmente. Então, essas pessoas estão naturalmente mais perto do fim da vida.

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Crédito: Pixabay

A pesquisa realizada pelos americanos é a pioneira no mundo científico em estudar possíveis motivos que preveem a mortalidade. Mas pesquisas que fazem a ligação entre a saúde e o olfato não é novidade na ciência. Anteriormente cientistas descobriram que a perda olfativa é um dos primeiros sinais de demência e mal de Parkinson.

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O que diz a pesquisa

Para chegar ao resultado de 50% o risco de morte, os cientistas do estudo analisaram os dados de 2,3 mil pessoas, com idades entre 71 e 82 anos. Todas essas pessoas passaram por um teste no qual eles tinham que cheirar e identificar doze cheiros habituais. Entre os cheiros estavam o cheiro de limão, gasolina chocolate e cebola.

Com os dados do teste, os cientistas mediram a taxa de sobrevivência dos voluntários para os próximos 13 anos. A medição mostrou que os que não sentiram bem os aromas em comparação com os que possuíam o olfato bom, tinham um risco 50% maior de morrer nos próximos 10 anos e 30% em 13 anos.

A maioria das futuras mortes não apresentavam um motivo certeiro, mas algumas delas conseguiram ser relacionadas à demência e Parkinson. Já as mortes pelo câncer e doenças respiratórias não parecem estar relacionadas a perda olfativa.

O principal possível motivo de que a perda de olfato é associada a maior risco de mortalidade é o nervo olfativo. Já que ele é o único nervo presente na cabeça que está exposto ao ambiente. O estudo sugere então que esses nervos presentes no nariz são muito perceptivos a problemas com a saúde, sendo o mau olfato um primeiro sinal de alguma doença.

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