Por mais que pareça algo simples, uma dieta para pré-diabético pode ser fundamental na mudança do quadro da doença. Essa doença e os alimentos ingeridos estão totalmente relacionados, podendo ser um fator-chave para a melhora do paciente.
De acordo com o Ministério da Saúde, “uma alimentação adequada com baixo teor de açúcar e ingestão de alimentos não processados diminuem as chances de pessoas diagnosticadas com pré-diabetes evoluírem para o tipo II doença”. Em outras palavras, se cuidar direitinho do que come, pode não desenvolver a doença.
Além disso, é fundamental que mantenha hábitos de vida saudáveis, incluindo certamente a prática de atividades físicas. Elas ajudam, quando aliadas à dieta para pré-diabético, a evitar remédios e até as temidas doses de insulina. Saiba então, primeiro de tudo, o que deve ser evitado nessa alimentação.
O que evitar na dieta para pré-diabético
Para vencer essa condição, que pode se tornar um grande problema, é fundamental deixar de comer algumas coisas. Primeiro de tudo, os alimentos ultraprocessados devem passar longe da sua despensa. Isso porque eles contém uma quantidade absurda de açúcar, gordura e sódio. Esse trio é extremamente danoso a um organismo que está tentando se recuperar.
Além disso, retire da alimentação qualquer tipo de refrigerante ou suco de caixinha. Outros produtos a serem evitados são as bebidas lácteas industrializadas e biscoitos doces, principalmente os recheados. Comidas industrializadas congeladas, sanduíches de microondas, embutidos, maionese e misturas prontas também devem ser ignoradas.
Quais os melhores alimentos
Agora que você já sabe o que evitar, que tal conhecer alguns alimentos que podem ajudar no controle da diabetes? A primeira coisa a ter em mente é que seu alimento deve ter baixo índice glicêmico. Em outras palavras, ele não deve ter tanta glicemia a ponto de criar picos de insulina no seu organismo, que poderia conduzir a um diabetes tipo 2.
Os alimentos integrais demoram mais para serem processados, fazendo com que não ocorra tão facilmente o tal pico de insulina. Além disso, também existem algumas comidinhas que podem ser extremamente úteis:
- Cebola: ela ajuda a reduzir os níveis de açúcar e estimula a produção de insulina;
- Limão: ajuda no funcionamento do pâncreas e limpa o sangue;
- Farinha de maracujá: ela é rica em pectina, que reduz a glicose no sangue;
- Canela: santa ajuda para quem é uma formiga atrás de doce, reduzindo o desejo e estimulando a produção de insulina;
- Feno grego: a isoleucina, trigonelina e o galactomanano presentes ajudam a controlar a doença.
Como montar uma dieta para pré-diabético
Café da manhã
Que tal trocar aqueles flocos açucarados por cereais integrais, ricos em fibras? Você pode adicionar o seu leite de preferência e um adoçante natural, se achar necessário. Ovos também são uma excelente opção, desde puros como em receitas como a crepioca ou até mesmo, uma omelete com couve, cenoura e afins.
Lanches
Nada melhor para um lanchinho do que uma fruta, chá ou suco. Porém, pode acontecer de a quantidade de frutose estimular um pico de insulina. O melhor a fazer é juntar a fruta com oleaginosas, que reduzem o tempo de processamento dos alimentos.
Fibras também são fantásticas para isso, então você pode pensar em fazer barrinhas de cereal caseiras, com baixo carboidrato e sem açúcar. Veja como:
Almoço e jantar
O almoço é a melhor hora, quando a imaginação pode criar alternativas maravilhosas aos pratos tradicionais. Já pensou em comer arroz de couve-flor? E que tal macarrão de abobrinha crua passada no ralador comprido? Quibe de quinoa, panquecas funcionais, pizza de couve-flor e muitas outras opções podem fazer parte do seu cardápio.
O importante é se alimentar bem, de forma criativa e a cada 3 horas. Siga exatamente a recomendação do seu médico ou nutricionista, faça atividade física e veja como seu corpo vai reagir bem. Além de ajudar seu corpo e mente, você pode dar a volta por cima e reverter o quadro, vencendo a doença.

