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Imagem: Reprodução/Facebook
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Jovem de 15 anos relata sofrimento por ter alergia à água

Ela não pode chorar, beber água nem tomar banho sem sentir muita dor e ter outras reações alérgicas

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São raros os casos de pessoas com alergia à água no mundo. Já falamos aqui sobre o caso de alergia à água da youtuber Niah Selway, que ficou conhecida por documentar e compartilhar na internet o seu dia a dia com essa doença.

Mas, o caso de Niah não parece ser tão grave quanto a alergia relatada por Abigail Beck, de 15 anos, que mora em Tucson, no Arizona (EUA).

Abigail sofre de urticária aquagênica, uma condição que traz outros sintomas de dor e desconforto até mesmo quando ela bebe água ou chora. Veja o relato da jovem.

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Ela nunca tinha ouvido falar de alergia à água

De acordo com o jornal norte-americano New York Post, Abigail foi diagnosticada com a alergia em abril de 2022, depois de três anos com sintomas e por falar aos médicos que as lágrimas pareciam ácido e o banho doía.

Quando os sintomas começaram, Abigail achou que eram normais, que todas as pessoas sentiam esse desconforto ao terem contato com a água. Até questionou sua mãe por não ter dado atenção quando a filha reclamou do que sentia.

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“Perguntei à minha mãe recentemente se ela se lembra quando perguntei isso e por que ela não achou que algo estava errado. Ela disse que achava que era algo que uma criança diria”.

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Por nunca ter ouvido falar de alergia à água, Abigail pensava que o problema estava com a água, e não com o organismo dela. Mas, com o tempo, ela foi percebendo que não podia tomar banho ou nadar normalmente sem ter dor e outros sintomas, como a urticária.

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Sintomas de alergia à água sentidos pela jovem

Por causa dos sintomas difíceis de lidar, Abigail não bebe água há um ano, pois vomita toda vez e diz que o gosto é ruim.

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“Eu vomito se bebo água, meu peito dói muito e meu coração começa a bater muito rápido”, disse.

Com isso, a adolescente recorre a comprimidos de reidratação, e coisas que “não vão tanta água assim”, segundo ela, como energéticos e suco de romã puro.

Só que, nas últimas semanas, Abigail teve uma reação porque não sabia que uma bebida esportiva tinha mais água que o aceitável para as condições dela.

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“Eu tive uma reação por cerca de quatro horas em que meu estômago estava com cólicas, meu peito estava doendo e eu estava muito tonta e cansada”.

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O banho é uma das piores experiências para quem sofre com esse tipo de alergia. Segundo conta a jovem, os sintomas começam de leve e vão piorando depois que ela sai do banho.

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“Quando tomo banho, começa bem leve, depois fico com uma erupção cutânea e vergões vermelhos, depois se desenvolve uma urticária”, disse. “Quando eu saio, a reação realmente começa a acontecer. Eu tenho que secar o mais rápido possível. Eu tenho que deixar a água correr e sair da água enquanto lavo meu cabelo”.

Chorar também é sofrido para ela, assim como pegar chuva na pele. “Se estiver chovendo, eu provavelmente não sairia, mas se for preciso, me certifico de estar totalmente coberta com uma jaqueta e três pares de calças de moletom”.

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A busca por um tratamento adequado

Abigail tem medo da falta de informação sobre essa doença. Por falta de casos o bastante para serem estudados, os médicos não sabem dizer se a jovem corre risco de morte, e ela vive aflita sem saber dos riscos da sua condição.

“Tenho sintomas que podem fazer meu coração parar, mas ninguém sabe nada sobre a condição, então eles não sabem se meu coração ou pulmões podem parar de funcionar”.

Abigail tenta se manter de bom humor e está trabalhando em conjunto com um alergista para traçarem um plano de possíveis reações alérgicas quando ela estiver na escola.

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“Tenho medo de que, se um dia sair do controle, ninguém saberá o que fazer, inclusive eu. Eu nem sei como me ajudar. Tento me manter de bom humor e sei que, se algo acontecer, as pessoas ao meu redor farão o melhor que puderem”.

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Fonte: UOL Notícias

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