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Retirar amígdalas aumenta o risco de doenças respiratórias

Um novo estudo faz uma ligação entre essa cirurgia e o desenvolvimento de doenças respiratórias, alérgicas e infecciosas
Retirar amígdalas aumenta o risco de doenças respiratórias
Crédito: Freepik

A cirurgia para retirar amígdalas é muito comum, um procedimento usual na pediatria para tratar a amigdalite crônica ou infecções. Apesar de ser uma solução para esses problemas, uma nova pesquisa descobriu que esse procedimento aumenta o risco do desenvolvimento de doenças respiratórias, alérgicas e infecciosas.

Entenda a pesquisa

Cientistas chegaram à conclusão de que a cirurgia de retirada da amígdala pode causar problemas no futuro por conta dos efeitos da operação a longo prazo. Essa glândula está posicionada na garganta para agir na proteção do organismo contra antígenos que entram no corpo pelo ar ou por meio da alimentação.

O estudo que foi liderado pelas Universidades de Melbourne, Copenhague e Yale analisou dados dinamarqueses de aproximadamente 1,2 milhões de crianças nascidas entre os anos de 1979 e 1999. Cerca de 60 mil delas retiraram as amígdalas antes dos 10 anos e os voluntários para o estudo foram observados até os seus 30 anos.

A análise feita pela pesquisa mostrou que o risco de doenças respiratórias quase triplicou depois da retirada das amígdalas. As doenças mais comuns que foram notadas são asma, gripe, pneumonia e distúrbio pulmonar obstrutivo crônico (DPOC).

Retirar amígdalas aumenta o risco de doenças respiratórias estudo
Crédito: Freepik

O estudo diz que os benefícios da cirurgia a curto prazo não devem durar até os 30 anos do paciente. Por outro lado, os riscos a longo prazo podem se tornar significativamente maiores. Apesar disso, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial não concorda com o estudo.

Vinicius Ribas Fonseca, presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica, diz sobre o estudo que as informações estão incompletas e são parciais, pois se baseiam em um estudo retrospectivo de análise de dados de prontuário geral de um único país com condições socioeconômicas privilegiadas. Ela completa com o argumento de que “o estudo em questão não se propõe a fazer coleta de exames laboratoriais que demonstram a causa destas patologias e sua relação com as cirurgias avaliadas”.

O médico aponta também para o fato de que não foi feita uma avaliação sobre as complicações da não realização da cirurgia em um grupo controle de crianças com aumento da adenóide e amígdala. “Também não foi feita uma análise de qualidade de vida das crianças operadas e não operadas. Por fim, há vários estudos realizados no Brasil e no mundo sobre a melhora da qualidade de vida e das consequências das cirurgias de amigdalectomia e adenoidectomia”, completa.

Segundo Vinicius, a utilização da cirurgia para retirar amígdalas tem como intuito eliminar a obstrução nasal, apneia obstrutiva do sono e, automaticamente, ajudar na qualidade de vida da criança.

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