Quem cuida de doentes do coração tem mais chance de desenvolver a mesma doença
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Quem cuida de doentes do coração tem mais chance de desenvolver a mesma doença

Os resultados são de um estudo internacional e apontam que o nível de estresse dos cuidadores está alto

Por mais boa vontade e amor que o cuidador tenha, é realmente difícil lidar com a carga de trabalho e responsabilidade quando se cuida de pacientes cardíacos. Por vezes, o trabalho se resume a orientar e supervisionar. Porém, para algumas pessoas, o trabalho pode ser mais complexo, envolvendo inclusive a dependência para alimentação ou higiene.

Muitos conseguem lidar com essas atividades e as demandas de outras áreas da vida, porém outros podem sentir certa dificuldade. Além de requerer muitas horas do dia, o cuidado com o paciente exige atenção e responsabilidade. A junção do esforço físico constante com o mental, pode levar a problemas no coração, falando do cuidador dessa vez.

Quem cuida de doentes do coração pode desenvolver

Essa não é uma observação empírica! Na realidade, tem base nos resultados de um estudo recentemente publicado no Canadian Journal of Cardiology, mostrando a realidade dos cuidadores. O estudo foi realizado no Canadá, mostrando que quase 50% das pessoas cumpre a função de cuidador, seja remuneradamente ou não.

Entre os entrevistados, observou-se que 40% apresenta grandes sinais de estresse. Lembrando que ele pode ser de caráter emocional, psicológico, físico, social ou financeiro. O estresse estimula a liberação do cortisol no organismo, além de aumentar a quantidade de radicais livres. Consequentemente, há maiores chances de desenvolver doenças.

Um tipo comumente relacionado ao aumento do cortisol e dos radicais livres é o do sistema cardiovascular. Somado a isso, coloque uma menor quantidade de atividades físicas e maior quantidade de fumantes. Observou-se no estudo que os cuidadores de idosos não dormiam bem e ainda se alimentavam de forma menos adequada.

Um ponto interessante foi abordado durante o estudo. Aquelas pessoas que tinham que cuidar do parceiro tinham maior tendência a apresentar sinais de depressão. Em geral, os cuidadores apresentaram doenças como pressão alta, doenças cardiovasculares e diabetes. Também a quantidade de colesterol e triglicerídeos era maior nesse grupo.

Sinais claros de que o corpo está pedindo por socorro, precisando de mais atenção. Medidas públicas de apoio mental, físico e financeiro para esse grupo são necessárias urgentemente. Eles têm papel fundamental na sociedade, mas parece não estarem sendo vistos ou ouvidos. Se você conhece um cuidador, estenda a mão e torne o dia a dia dele melhor.

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