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Perda auditiva: tipos, causas e sintomas

Você tem dificuldade de ouvir a TV ou as pessoas falando, mesmo de perto? Veja se pode ser um caso de perda auditiva
Crédito: Freepik

A perda auditiva é um tema abrangente, porque suas causas são bastante variadas. Pode ser hereditária, congênita (desde o nascimento), progressiva ou repentina, seja por sequela de alguma doença ou exposição a algum fator específico, como exposição excessiva a ruídos.

Sintomas mais comuns

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Crédito: Freepik

É possível desconfiar que você ou alguém está com perda auditiva quando percebe os seguintes sintomas:

  • Necessidade de muita concentração para prestar atenção no que os outros falam;
  • Ouve o toque o telefone ou da campainha com dificuldade;
  • Não ouve o som das águas, o tic-tac do relógio e o canto dos pássaros;
  • Pede frequentemente que as pessoas repitam o que disseram;
  • Tem dificuldade de se comunicar mesmo com um pequeno grupo de pessoas;
  • Deixa a TV com volume muito alto;
  • Sente como se as pessoas estivessem sempre resmungando;
  • Ouve zumbidos.

Tipos de perda auditiva

O tipo de perda se relaciona com a localização das estruturas afetadas do aparelho auditivo. Segundo um documento elaborado pelo Sistema de Conselhos de Fonoaudiologia, assim eles são classificados:

1. Condutiva

Há o comprometimento da passagem do som pela orelha externa e/ou média, mas não há problemas com a orelha interna.

2. Neurossensorial

O mau funcionamento está na orelha interna (cóclea) e no nervo.

3. Mista

Como o nome já diz, os dois tipos anteriores acontecem nesse caso.

Alguns outros especialistas costumam classificar os tipos de perda de acordo com a lateralidade. Então são mais dois tipos:

4. Unilateral

Apenas uma das orelhas está comprometida. A adaptação é sobre entender como sua audição funciona a partir disso.

5. Bilateral

Ambas as orelhas não têm mais sua função completa. Junto com o especialista, é importante definir os próximos passos para conviver da melhor forma com essa mudança.

Ainda é possível caracterizar o tipo usando uma comparação entre uma orelha e outra:

6. Simétrica

A orelha esquerda e direita possuem o mesmo grau e/ou configuração audiométrica.

7. Assimétrica

Quando as duas orelhas não possuem as mesmas características, ou seja, grau e/ou configuração audiométrica.

Causas

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Crédito: Freepik

É importante ressaltar que existem graus. Todo mundo perde um pouco da audição ao longo da vida, começando nos 30 anos e se acentuando aos 80 anos. Portanto, ter uma certa dificuldade de ouvir é normal. Isso torna-se um problema quando afeta a capacidade de se comunicar com o mundo.

1. Hereditária

Existe a possibilidade dela ser causada por hereditariedade, quando um gene recessivo acaba se manifestando, geralmente oriunda de gerações mais próximas.

2. Infecções

Infecções nos ouvidos podem causar uma perda temporária, devido ao acúmulo de secreção e inflamações no local.

3. Excesso de cera

O excesso de cera pode criar tampões que impedem a passagem do som, aumentando também o risco de desenvolver infecções.

4. Tímpano perfurado ou danos no ouvido interno

O uso de cotonetes, acidentes e outros podem causar danos no ouvido interno, bem como a perfuração do tímpano.

5. Danos nas vias nervosas

O excesso de exposição a ruídos altos é perigoso. Usar fone de ouvido muito alto ou trabalhar em um local com muito barulho sem usar equipamentos de segurança é prejudicial.

Tratamento

Quando se desconfia que o processo de diminuição da capacidade auditiva está começando, deve-se procurar um médico otorrinolaringologista para investigar o problema e realizar testes auditivos. A perda pode ser tratada e, em alguns casos, restaurada.

Conforme o grau detectado, poderá ser necessário o uso de aparelho auditivo, implantes ou mesmo cirurgia, quando ocorre a perda condutiva. No caso da perda sensorioneural, os aparelhos são a alternativa mais comum.

Prevenção

Nos casos em que a perda auditiva é genética ou que surge como consequência de alguma doença, pode ser inevitável.

Porém, para quem nasceu com a audição em perfeitas condições, a melhor prevenção é evitar ruídos muito agudos, volume muito alto nos fones de ouvido e, quando não puder evitar a exposição, procurar utilizar protetores auriculares.

A nutrição também tem se mostrado um fator preventivo e de tratamento para a recuperação de alguns casos de perda auditiva, como o consumo de alimentos ricos em vitamina A, B9, zinco e magnésio.

Se você trabalha em ambientes com muito barulho, é fundamental usar equipamentos de proteção para não prejudicar sua audição. Veja as dicas de uma fonoaudióloga:

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