Uma psicanalista brasileira realizou um longo estudo, pelo período de dois anos, para confirmar ou refutar a hipótese de que não perdoar faz mal para o coração. O resultado não a deixou surpresa: foi comprovado que, sim, há relação entre a dificuldade de perdoar e enfarte. Os resultados do seu estudo foram apresentados no 40º Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo.
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Entenda o que diz o estudo sobre não perdoar
Certamente você já ouviu falar que o perdão deixa o coração mais leve, pois saiba que faz todo o sentido. Além disso, é comprovado cientificamente, de acordo com a pesquisa realizada pela psicanalista Suzana Avezum. Ela realizou esse estudo entre os anos de 2016 e 2018, com 130 pacientes.
A metade deles não tinha histórico de doenças cardiovasculares e a outra metade tinha infartado recentemente. Eram 42 homens e 23 mulheres em cada grupo, todos com a faixa etária entre 60 e 65 anos. Entre os fatores analisados, observou-se uma grande diferença em quebra de confiança e rejeição e desprezo.
Entre os que infartaram, 65% tinha muita dificuldade em perdoar a quebra de confiança, de acordo com os questionários cuidadosamente desenvolvidos pela psicanalista. Já entre os que não tinham problemas cardíacos, o índice foi de 35%. Quando o tema foi rejeição ou desprezo, 54% dos que adoeceram disseram que perdoariam enquanto 72% dos que eram saudáveis fariam o mesmo.
O que aprender com o estudo

E como perdoar e sentir o tão esperado amor incondicional, em meio a um turbilhão de sentimentos? Simples: amor próprio. Você não perdoa somente pelo outro; quando guarda uma mágoa no coração, ela pesa sobre você e te faz mal. Então, se você quer se livrar desse sentimento, foque em você e em sua felicidade, tirando o foco do outro.
Se cuide, se mime, se compreenda, como o faria à sua melhor amiga. Olhe para você com carinho e não se incomode se algo deu errado, a culpa não é sua. Sacuda a poeira, dê a volta por cima e ande com graça e leveza, perdoando e deixando para trás o peso da mágoa. Isso vai garantir uma vida mais leve e agora – comprovadamente – mais saudável.

