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Convulsão febril: o que é, tipos, causas, diagnóstico e tratamento

Esse tipo de convulsão acontece em crianças menores de seis anos e, na maior parte das vezes, não é preocupante

Crédito: Freepik

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A convulsão febril é uma descarga elétrica anormal e desregulada de células nervosas no cérebro ou parte do cérebro de crianças menores de seis anos de idade.

Durante uma convulsão febril, ocorrem espasmos musculares violentos e involuntários, associados à rigidez em uma grande parte do corpo.

Vamos saber agora qual é a causa de convulsões febris em crianças, os tipos (simples e complexos), como é feito o diagnóstico e quais são os tratamentos.

Veja também: Convulsão em adultos: como reagir, causas e diagnóstico

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O que causa a convulsão febril?

A convulsão febril acontece em cerca de 2% a 5% das crianças entre seis meses e cinco anos de idade, mas ocorrem mais frequentemente em crianças entre doze e dezoito meses de idade, e pode ser um problema hereditário (de família).

Conforme explica a neurologista pediátrica M. Cristina Victorio, que atua no Hospital Infantil Akron, em Ohio (EUA), na maior parte das vezes a convulsão febril é inofensiva e causada por febre, devido a uma infecção de menor importância.

Aproveite e veja: Banho ajuda a baixar febre? Veja como fazer do jeito certo

Mas, em alguns casos, a convulsão pode ser o primeiro sinal de um distúrbio neurológico ainda não reconhecido.

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No geral, esse tipo de convulsão resulta da própria febre, causada por uma infecção respiratória viral ou do ouvido. Nesses casos, a infecção e a convulsão são inofensivas.

Porém, uma parte importante da definição de convulsões febris é que a febre e a convulsão não são causadas por uma infecção cerebral, como meningite ou encefalite.

Tipos de convulsões febris

As convulsões febris podem ser simples ou complexas:

Simples

O corpo inteiro sacode (convulsão generalizada) por menos de 15 minutos e a criança geralmente perde a consciência.

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Mais de 90% das convulsões febris são simples. Este tipo de convulsão febril não ocorre mais do que uma vez em um período de 24 horas.

Complexas

O corpo inteiro sacode por 15 minutos ou mais (de maneira constante ou com pausas), ou somente um lado do corpo ou uma parte do corpo sacode (convulsão parcial ou focal) ou as convulsões ocorrem, pelo menos, duas vezes em 24 horas.

As crianças que têm convulsões febris complexas têm uma probabilidade um pouco maior de desenvolver um transtorno convulsivo posteriormente na infância.

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Diagnóstico

A criança com febre que tiver uma convulsão pela primeira vez ou que estiver muito debilitada deve ser levada imediatamente ao pronto-socorro para avaliação.

Dependendo da avaliação dos médicos, podem ser necessários alguns exames, como:

  • Punção lombar para analisar o líquido ao redor da medula espinhal (líquido cefalorraquidiano) para verificar a presença de meningite e encefalite.
  • Exames de sangue para medir a concentração de açúcar (glicose), cálcio, magnésio, sódio ou outras substâncias no sangue para verificar a presença de distúrbios metabólicos.
  • Culturas de sangue e urina para verificar a presença de infecções.
  • Às vezes, poderão ser realizados exames de imagem cerebral com ressonância magnética ou tomografia computadorizada.
  • Eletroencefalografia (EEG), um exame que verifica se há atividade elétrica anormal no cérebro, pode ser feita em crianças que têm certos sintomas ou convulsões repetidas.

Tratamento da convulsão febril

De modo geral, as convulsões febris duram menos de 5 minutos e nenhum tratamento é administrado, além de medicamentos para reduzir a febre.

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Em casos de convulsão que dura 5 minutos ou mais, podem ser administrados medicamentos para baixar a febre e também medicamentos para interromper a convulsão. Esses medicamentos servem para prevenir um estado de mal epiléptico.

Os medicamentos incluem o sedativo lorazepam e os anticonvulsivantes fenobarbital, fosfenitoína ou levetiracetam.

Esses medicamentos costumam ser administrados pela veia. Caso não seja possível administrar pela veia, o diazepam gel pode ser aplicado no reto ou midazolam líquido pode ser administrado pelo nariz.

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Veja também: Aprenda como baixar a febre sem usar medicamentos

Fonte: Manual MSD

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