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Quais são os tipos de câncer de mama

Entenda mais sobre os tipos do câncer mais comum entre as mulheres
tipos de câncer de mama
Crédito: Freepik

De acordo como o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número de casos de câncer de mama estimado para 2018 era de quase 60 mil, com quase 16 mil mortes. A prevenção é a melhor forma de lidar com a doença, porém é fundamental que se saiba quais são as características, fazendo o autoexame frequentemente para um eventual diagnóstico precoce. Então, veja quais são os principais tipos de câncer de mama e suas características.

Tipos de câncer de mama

quais os tipos de câncer de mama
Crédito: Freepik

O câncer é derivado da anomalia em células que se reproduzem e formam tumores, que podem ser benignos ou malignos. Segundo o Ministério da Saúde, o câncer de mama é o mais comum entre as mulheres brasileiras.

Existem diversos tipos de câncer de mama, alguns muito raros e outros mais comuns, podendo também apresentar características e gravidades diferentes. De acordo com a Sociedade Americana do Câncer, os tipos de câncer de mama são os seguintes.

1. Carcinoma ductal in situ

Também chamado de carcinoma intraductal, esse é o mais fácil de tratar. Ele tem início no ducto mamário, local por onde o leite passa até chegar ao mamilo ou nos lóbulos.

Sua chance de cura é de quase 100%, pois está localizado na origem, sem se espalhar para o tecido mamário, como ocorre com o invasivo. Obviamente, não é porque o risco é menor que não deve ser tratado.

Aproximadamente 20% dos casos de câncer in situ são do tipo ductal, mas se não forem diagnosticados logo no início, pode se tornar um carcinoma invasivo. Pode ser diagnosticado previamente com o exame periódico de toque ou através da visita ao ginecologista anual, durante a mamografia.

2. Carcinoma lobular in situ

Assim como o carcinoma ductal, ele tem quase 100% de chance de cura, tendo origem nos lóbulos mamários, que são as glândulas responsáveis por produzir o leite.

Também podem ser detectados em exames de toque, mamografia, ultrassonografia e outros exames de imagem e físicos.

3. Carcinoma ductal invasivo

O carcinoma ductal representa cerca de 80% dos casos de câncer invasivo, sendo ambos perigosos, pois começam a atingir não somente o ducto doente, mas todo o tecido mamário adjacente a ele.

O ducto pode se romper e começar a se espalhar no tecido adiposo, o faz com que a doença se espalhe mais rapidamente, seja pelo sistema linfático ou pela circulação sanguínea.

Dessa forma, ocorre o agravamento do caso. Isso requer tratamentos mais severos, passando de tratamento local para sistêmico. Quanto mais cedo diagnosticado e iniciado o tratamento, maiores são as chances de recuperação e cura.

4. Carcinoma lobular invasivo

Assim como ocorre no ductal, o carcinoma lobular invasivo também transpassa a barreira e começa a impregnar o tecido adiposo, espalhando-se mais rapidamente.

O tratamento local envolve a cirurgia de retirada do nódulo ou da mama e a radioterapia. Já o tratamento sistêmico envolve a quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica. Ambos podem ser utilizados em todos os tipos de câncer.

Pode ser diagnosticado previamente com o exame periódico de toque ou através da visita ao ginecologista anual, durante a mamografia.

5. Carcinoma inflamatório da mama

Muito raro e o mais grave de todos, o carcinoma inflamatório da mama não forma caroços e, por isso é imperceptível ao toque durante o autoexame.

Porém, algumas alterações são percebidas:

  • Aquecimento da mama;
  • Dor em toda a mama e não em um ponto específico;
  • Coceira em toda a mama ou em um ponto, como o mamilo;
  • Secreção anormal no mamilo, de cor clara ou até com sangue;
  • Vermelhidão na mama;
  • Maior peso e crescimento anormal em uma das mamas;
  • Aparência da pele mais espessa ou similar à casca da laranja;
  • Inversão do mamilo, que passa a ficar dentro da mama.

Ele é o tipo mais agressivo, se espalhando rapidamente e de mais difícil diagnóstico. Por outro lado, é extremamente raro. Ocorre principalmente em mulheres obesas, afro descendentes e é também mais comum em mulheres mais jovens.

Ele não é localizado em mamografia, o que causa um atraso no seu diagnótico, que é, algumas vezes, confundido com mastite.

O ideal é pedir uma série de exames ao seu médico, caso tenha esses sintomas, mesmo que seja recomendado o uso de antibióticos para tratar somente a inflamação, como se fosse uma mastite.

Se você identificar quaisquer desses sintomas, bem como nódulos e outras alterações na sua mama, procure ajuda médica imediatamente. É melhor pecar por excesso e ser apenas uma bobagem do que ter algo sério e demorar a diagnosticar.

Aprenda a fazer o autoexame:

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