Tipo de sangue
Crédito: Freepik

Tipo de sangue não será mais barreira para transplantes, afirma estudo

Os pesquisadores esperam começar testes em humanos dentro de pouco mais de um ano

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Para receber uma transfusão de sangue, é necessário que o tipo de sangue do doador seja compatível com o do receptor. Logo, quando falamos em transplante de órgãos, a lógica é a mesma, pelo menos por enquanto.

Existe um estudo, publicado na revista científica Science Translational Medicine, que pretende criar órgãos universais, capazes de serem implantados nos pacientes independentemente do tipo de sangue. É mais uma revolução na medicina.

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O estudo em questão ainda está na fase de prova de conceito, mas é promissor. A intenção com essa criação é reduzir as filas de espera para transplantes que dependem de doadores saudáveis e que sejam compatíveis, principalmente de órgãos vitais, como coração, pulmão e rim.

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Por enquanto, os cientistas da University Health Network, no Canadá, conseguiram fazer com que o pulmão de um doador com tipo sanguíneo A se transformasse em um órgão do tipo sanguíneo O, considerado universal.

“Ter órgãos universais significa que podemos eliminar a barreira de correspondência de sangue e priorizar os pacientes por urgência médica, salvando mais vidas e desperdiçando menos órgãos”, afirmaram os pesquisadores no estudo.

Ou seja, não haverá mais o grande problema enfrentado por quem espera um transplante, que é a compatibilidade do tipo de sangue para evitar a rejeição do órgão pelo organismo.

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Como foi feito o estudo

O estudo analisou dois conjuntos de pulmões de pacientes do antígeno A. Um foi tratado com enzimas que eliminam antígenos da superfície do órgão, enquanto o outro foi usado como controle.

Ambos os conjuntos de pulmões foram então expostos ao sangue tipo O, com altas concentrações de células imunes que visam antígenos do tipo A. Os pulmões tratados foram bem tolerados, enquanto os demais apresentaram sinais de rejeição.

O grupo de enzimas utilizado no estudo foi identificado em 2018 e é encontrado no intestino humano. Eles têm a capacidade de cortar os açúcares dos antígenos A e B nos glóbulos vermelhos, convertendo-os em células universais do tipo O.

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A equipe espera passar para estudos em humanos dentro de 12 a 18 meses.

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Fonte: O Globo Saúde

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