Hipoglicemia
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Hipoglicemia: o que é, sintomas e o que fazer

Apesar de não ser crítica, em geral, ela pode causar muitos problemas no dia a dia de quem convive com a condição

A hipoglicemia, incluindo a reativa, é uma condição que afeta muitas pessoas. Apesar de não ser crítica, em geral, ela pode causar muitos problemas no dia a dia de quem convive com a condição. Aprenda a identificar seus sintomas e saiba o que fazer.

O que é

Algumas pessoas possuem baixo nível de açúcar no sangue. Isso não é uma doença, mas uma condição chamada hipoglicemia. Se as taxas de glicose estão abaixo do normal, o cérebro precisa de energia. Para obtê-la, o corpo quebra as gorduras e as proteínas armazenadas, o que leva mais tempo para acontecer.

Por isso, é comum as pessoas sentirem-se tontas ou fracas se possuem essa condição. Já que o cérebro está enviando sinais para o corpo, que libera diversos hormônios para as mudanças necessárias para a sobrevivência.

Em definição, segundo o médico Drauzio Varella, ela é “um distúrbio provocado pela baixa concentração de glicose no sangue e que pode afetar pessoas portadoras ou não de diabetes”.

Sintomas

Essa é uma das complicações mais graves relacionadas ao diabetes tipo 1. Os sintomas costumam ser súbitos. Mal estar, fraqueza, tontura e confusão são alguns deles. Apesar disso, ela não é fatal se for acompanhada por médicos. Já se não tiver acompanhamento, pode causar convulsões e apagões sem aviso. Se a pessoa estiver dirigindo, por exemplo, é perigoso.

É comum relacioná-la ao diabetes. Outros fatores podem originá-la, contudo. Um repentino acréscimo nas atividades físicas pode diminuir os níveis de glicose no sangue. Alto consumo de álcool, obesidade e mesmo envelhecimento também são razões para o aparecimento dessa condição.

É preciso estar atento aos sintomas. Confusões mentais aliadas a tonturas repentinas, fraqueza, dificuldade para manter-se ativo ou acordado podem indicar pouco açúcar no sangue. Convém consultar seu médico ou médica para evitar problemas mais graves.

O que fazer

Essa condição não tem cura. Há formas de tratá-la de modo que seus sintomas sejam amenizados. Confira abaixo algumas dicas de como proceder durante uma crise hipoglicêmica.

  • Consuma de 15 a 20 gramas de carboidratos. Um copo de suco de laranja puro é o mais recomendado. Um copo de água com açúcar também é válido.
  • Verifique sua glicose após a crise. Essa medição auxilia a prevenir crises futuras.
  • Tome sucos naturais de fruta para uma recuperação mais rápida da crise.

De qualquer forma, previna-se. Evite ficar longos períodos sem se alimentar. Evite o exagero nas bebidas alcoólicas. Não vá dormir em jejum e não deixe de comer carboidratos.

Além disso, fique atento à sua taxa de glicose no sangue e não aplique insulina demais. Isso também pode causá-la. A prevenção é sempre o melhor remédio. Viva uma vida equilibrada e cuide sempre de sua saúde da melhor forma possível.

O que é hipoglicemia reativa?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a reativa ou pós-prandial não é uma doença e sim um sintoma. Acontece geralmente em até 4 horas depois de uma refeição rica em carboidratos. Ela é causada por algumas doenças como “síndrome pós-cirurgia bariátrica, intolerância hereditária à frutose, insulinoma ou síndrome pancreatogênica hipoglicêmica não-insulinoma”.

Infelizmente, ela é mal diagnosticada, sendo confundida muitas vezes com alergia alimentar, ansiedade e até síndrome do intestino irritável. Para saber se é de fato a condição, é importante que se faça uma análise correta, baseada em 3 fatores. Chamada de tríade de Whipple, o diagnóstico deve apresentar três critérios: “sintomas compatíveis, dosagem de glicose abaixo de 50 mg/dL no momento dos sintomas em laboratório e melhora dos sintomas quando a glicose volta a subir”.

Hipoglicemia é diabetes?

Não, mas pode ser um sinal dela. Pessoas que tem diabetes, quando tomam algumas medicações e em outros momentos, podem apresentar a baixa de açúcar no sangue. Além disso, quando o pâncreas cansa do ciclo de picos de insulina, o corpo pode começar a reclamar e desenvolver o diabetes tipo 2.

As dicas deste artigo não substituem a consulta ao médico. Lembre-se que cada organismo é único e pode reagir de forma diferente ao mencionado. E para obter os resultados mencionados também é preciso aliar a uma vida e alimentação saudável e equilibrada.

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