O Ministério da Saúde caracteriza a síndrome de burnout como “um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema, resultado do acúmulo excessivo em situações de trabalho que são emocionalmente exigentes e/ou estressantes”.
Antes da pandemia, milhares de trabalhadores já se sentiam assim. Tanto que a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia adicionado o burnout à Classificação Internacional de Doenças (CID), mostrando seu crescente impacto na sociedade.
E, mais do que isso, a partir de 1º de janeiro de 2022 entrou em vigor a nova classificação da OMS para a síndrome de burnout, que passou a ser classificada como doença ocupacional, parte do CID 11.
Pesquisas mostram aumento da síndrome de burnout
Infelizmente, parece que essa alteração veio bem a calhar, pois muito mais trabalhadores vão necessitar. Quando chegaram as mudanças na rotina, causadas pela crise sanitária, a situação piorou – principalmente para os brasileiros.
Há quem pense que deveria ser o contrário, pois muitas pessoas tiveram que trabalhar em casa e, assim, puderam evitar o trânsito e situações problemáticas que tinham no ambiente de trabalho. Mas, essa não foi a realidade da maioria.
Outro documento, um relatório da American Psychological Association (APA), de 2021, aponta que a síndrome de burnout está em alta em todas as profissões: 79% dos norte-americanos entrevistados descrevem estresse decorrente da atividade laboral.
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Sintomas para ficar atento
Para a OMS, a principal causa da síndrome é o estresse crônico em um ambiente de trabalho mal gerenciado. Isso vale mesmo para quem está trabalhando em casa, que precisa gerenciar o trabalho e a casa ao mesmo tempo. O desafio é maior!
Nessa síndrome, o cansaço vai tomando conta, o corpo vai enviando sinais, mas a necessidade de continuar trabalhando é maior e a pessoa ignora os sintomas. Entre eles, é importante estar atento para um aumento na frequência de:
- Esgotamento físico: deitar à noite com o corpo exausto e acordar da mesma forma, dificuldade para dar pequenas caminhadas e até para atividades simples.
- Dores de cabeça: é como uma pressão constante, uma dor leve, gerenciável, porém incômoda, que dificulta ainda mais o dia.
- Alterações no apetite: essa alteração pode ser mais voltada ao excesso ou à total falta de apetite, prejudicando a saúde do profissional.
- Insônia: noites maldormidas e muita dificuldade em pegar no sono são características comuns da síndrome de burnout.
- Problemas cognitivos: dificuldade de compreender, se concentrar e lapsos de memória podem se tornar cada vez mais comuns.
- Problemas psicológicos: surgem sentimentos de insegurança e fracasso, agressividade, depressão, ansiedade, negatividade e falta de esperança. Podem surgir alterações de humor, sentimento de incompetência e necessidade de isolamento.
- Problemas físicos: o organismo sofre com a presença da doença, apresentando problemas de hipertensão arterial, dores no corpo, problemas gastrointestinais e taquicardia.
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