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Doença do pombo: mortes, sintomas e tratamento

A doença é passada pelo ar e voltou a causar mortes no Brasil

doença do pombo
Crédito: Freepik

Apesar de serem lindos, símbolo da paz no mundo, os pombos podem causar problemas para você. Conhecido também como ratos de asas, os pombos podem passar diversas doenças para o homem através de suas fezes. Entre elas estão a salmonelose, histoplasmose, ornitose, meningite e criptococose. Essa última, é também conhecida como doença do pombo.

Para evitar a disseminação das doenças causadas pelo pombo, de acordo com o Ministério da Saúde, você deve:

  • Retirar ninhos: pode parecer maldade, mas é uma questão de saúde pública. Todos os ninhos e ovos devem ser eliminados;
  • Não varrer as fezes: se tiver coco de pombo no seu quintal, não varra em hipótese alguma. Umedeça com água sanitária e lave bem o local, deixando mãos, pés e rosto protegidos;
  • Fechar qualquer buraco ou passagem: isso evita que eles façam ninhos sem você perceber;
  • Evitar a exposição de alimentos: não deixar restos de comida ou, até mesmo, ração do seu pet, para que os pombos não se viciem na sua casa;
  • Utilizar grampos: a utilização de grampos em beirais faz com que os pombos não possam pousar;
  • Proteger o lixo: mantenha o lixo em local bem fechado e inacessível a eles.

Essas medidas são fundamentais para que eles não se alojem na sua casa, transmitindo doenças. Lembre-se de nunca varrer as fezes secas, pois é exatamente o pó delas, quando inalado, que causa a doença do pombo. Infelizmente, é de difícil diagnóstico, dados os sintomas comuns, e pode levar a óbito.

Duas mortes confirmadas em São Paulo

Dois homens faleceram recentemente no Estado de São Paulo. Eles eram moradores da cidade de Santos, situada na região litorânea do mesmo. Seus casos foram semelhantes e eles nem se conheciam. Estavam sofrendo com diversos sintomas, como forte cefaleia, febre, tontura e fadiga constante. Foram diagnosticados com diversas doenças, mas o quadro só piorava.

Um deles era José Wilson de Souza, empresário, de 56 anos. Depois de muitas tentativas de tratamento para as mais diversas doenças, ele sofreu um acidente vascular cerebral e entrou em coma. Extremamente enfraquecido e sem o tratamento adequado, ele veio à óbito no hospital Beneficência Portuguesa, dias depois.

Outra vítima da doença do pombo foi o cinegrafista Mauro Sérgio Senhorães, com apenas 43 anos. Ele estava tentando encontrar uma solução para sua doença há quatro meses, mas o corpo não resistiu. Assim como José, também Mauro acabou falecendo no hospital, dessa vez a Santa Casa de Santos.

Apesar de ser extremamente grave, a doença do pombo não entra na lista nacional de doenças de notificação compulsória. Por isso, segundo o Ministério da Saúde, os hospitais não tiveram acesso à essa possibilidade por meio de notificações legais. Outro agravante é que “não são objeto de vigilância epidemiológica, por isso não existem dados epidemiológicos da ocorrência, magnitude e transcendência da criptococose em nível nacional”.

Sintomas

Essa doença é transmitida pelo pó das fezes secas da ave, quando em suspensão no ar, sendo inaladas. Junto com os dejetos, são inalados também os C. neoformans, fungos oportunistas que atacam o corpo, de dentro para fora. São mais comuns no Norte e Nordeste do país, mas podem estar em qualquer telhado do país.

Os sintomas são bem comuns e característicos de muitas outras doenças, sendo assim de difícil diagnóstico. Entre eles estão a febre, fadiga, dores no peito, rigidez na nuca, dor de cabeça e enjoo. Além disso, podem aparecer casos de sudoreses intensa pela noite, confusão mental e alterações na visão. Nos casos mais graves, pode comprometer os olhos, ossos e pulmões.

Tem cura?

Se diagnosticada corretamente, através de um exame simples que pode ser feito por urina ou sangue, sim. Porém, como os sintomas são muito parecidos com de outras doenças, geralmente só é percebida em casos mais graves. Nesse estágio, o corpo está mais comprometido, porém há, sim, chances de cura.

O básico será a eliminação do fungo, através de medicamentos específicos, que são encontrados gratuitamente nas farmácias do Sistema Único de Saúde. O acompanhamento e indicação médica é essencial e, quando no hospital, você pode levantar a possibilidade de ser doença do pombo.

Como a doença não é transmitida entre humanos e nem entre animais – somente pelas fezes – não há necessidade de isolar o paciente. Ele pode ser tratado no hospital, com desinfeção e internação, com acompanhamento dos sinais vitais e medicação absolutamente controlada. É praticamente fatal em pessoas com o vírus HIV, devendo ser observada logo no início, dada a proporção do ataque que ela realiza.

O ideal é realmente seguir a máxima de que a prevenção é a melhor escolha. Evite a infestação por pombos, seguindo as dicas dadas nesse artigo e, se necessário, chamando a Vigilância Sanitária do seu Estado.

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