Atualmente os medicamentos usados para tratar a enxaqueca não são propriamente voltados para este fim. Os médicos utilizam remédios que, na verdade, são feitos para a hipertensão, antidepressivos e até anticonvulsionantes na busca de remediar os efeitos mais severos que a enxaqueca pode causar.
Quem sofre desse mal sabe o desespero que chega a ser passar horas ou até dias com uma dor insuportável na cabeça e que acaba irradiando para outras partes do corpo. A boa notícia é que dois estudos, publicados no The New England Journal of Medicine, mostraram eficácia em testes de uma injeção para prevenir a enxaqueca, em vez de remediar.
Como principal vantagem, além de prevenir a enxaqueca, a injeção não causa a mesma intensidade de efeitos colaterais de outras soluções existentes, como perda ou ganho de peso e problemas de memória.
A molécula que originou o desenvolvimento das injeções
O que ela faz é dilatar os vasos sanguíneos, aumentando o seu diâmetro. Este fator, junto de outros processos químicos, está intimamente ligado ao surgimento da enxaqueca, bem como de outras dores.
A atuação das injeções
As duas injeções que constam no estudo divulgado pelo jornal britânico são Erenumabe e Fremanezumabe e o seu conteúdo são anticorpos monoclonais, uma classe já utilizada nos tratamentos oncológicos.
Para a atuação das injeções, os cientistas fazem um clone de um tipo de anticorpo humano. Então, treinam este anticorpo para reconhecer e combater o alvo estabelecido. Uma importante estratégia ganhadora do Prêmio Nobel em 1984.
O alvo, neste caso, é a molécula CGRP, que depois de bloqueada, não promove ou reduz a dor. Nos testes realizados com pacientes voluntários, as aplicações das injeções tiveram uma média de 50% de redução de crises, considerando diferentes doses e períodos de medicação. Com isso, os testes ainda buscam novos resultados, mas já são animadores para um futuro próspero no combate à terrível enxaqueca.

