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Erisipela: o que é, sintomas e causas

Conheça mais sobre essa doença de pele para saber o que fazer caso seja afetado
tratar erisipela
Crédito: Freepik

A erisipela é uma doença de pele infecciosa causada por bactérias que entram no corpo e atacam o organismo com a imunidade baixa. As bactérias afetam a derme e o panículo adiposo, que é uma camada do tecido epitelial mais profunda do que a derme. Os vasos linfáticos são afetados e a pele apresenta manchas e feridas avermelhadas em áreas específicas. Veja quais são os sintomas, as causas e o tratamento para essa condição.

Sintomas de erisipela

sintomas de erisipela
Crédito: Wikimedia Commons

A doença ataca principalmente membros inferiores de pessoas idosas, pois nessa fase da vida a circulação sanguínea vai ficando deficiente e mais propensa a problemas de saúde. Mas pode ocorrer com pessoas de todas as idades e em outras áreas do corpo. Veja quais são os sintomas além das manchas avermelhadas.

Feridas

As feridas que surgem na pele são bem avermelhadas, causam dor e queimação, pois estão inflamadas. Podem ser pequenas ou grandes e surgir em maior quantidade. A pele fica com aparência de queimada.

Manchas

Junto com as feridas, a região em volta fica com manchas avermelhadas e com as bordas levemente elevadas e irregulares.

Bolhas

As bolhas surgem quando a doença é do tipo bolhosa. Dentro delas têm um líquido causado pela inflamação, que pode ser transparente, amarelado ou marrom.

Febre e calafrios

Geralmente quando os sintomas começam a aparecer, se manifestam por meio de febre alta, acima de 38ºC, e calafrios no corpo, pois a temperatura está acima do normal.

Causas

A causa dessa doença é o ataque de bactérias, geralmente do tipo Streptcoccus pyogenes, que causam infecção na camada mais superficial da pele. Porém, para que essas bactérias entrem no organismo e causem a infecção, precisa encontrar uma fraqueza.

Sendo assim, as pessoas mais suscetíveis à doença são os idosos, obesos e diabéticos e quem está com a imunidade baixa por qualquer motivo.

As bactérias costumam entrar no corpo através de picadas de insetos, unhas mal cuidadas ou com fungos e outras feridas. Alguns casos podem ficar mais graves, dando origem à erisipela bolhosa, que cria feridas com líquido dentro.

Erisipela tem cura?

Cada caso precisa ser avaliado criteriosamente pelo médico dermatologista ou clínico geral. Se for tratada logo de início com os antibióticos certos, as chances de cura são grandes. Mas algumas pessoas percebem que depois de algum tempo a doença voltou e ficou mais difícil de eliminar, o que são chamados de casos crônicos.

Outra razão para agir rapidamente no tratamento das feridas é porque as bactérias podem se espalhar, causando necrose na pele, e podem ir para a corrente sanguínea, o que tem um grande risco de causar infecção generalizada.

Essa doença é contagiosa?

Não, essa doença não passa de uma pessoa para outra. O organismo precisa estar debilitado e com algum tipo de ferida que possa servir de entrada para as bactérias que já vivem naturalmente no corpo, só que do lado de fora.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico da doença é feito no consultório do clínico geral ou do dermatologista. O médico verifica o estado da pele, pergunta sobre os sintomas e já é possível saber do que se trata. Então, é iniciado o tratamento da erisipela com antibióticos, que são os tipos de remédios usados para eliminar bactérias. O tratamento costuma durar de 10 a 14 dias e em alguns casos eles precisam ser administrados diretamente na veia para que o efeito seja mais forte.

No caso da erisipela bolhosa, o médico pode também receitar pomadas ou cremes específicos para intensificar o tratamento. Nos casos considerados crônicos, que são recorrentes, há a opção de tratamento com penicilina benzatina intramuscular a cada 21 dias, prevenindo que a doença volte.

Durante o tratamento a pessoa deve repousar as pernas ou os braços, caso sejam esses os locais afetados. Compressas frias com infusão de zimbro também podem ser úteis, bem como meias elásticas, mas o médico deverá recomendar.

A pessoa que já teve a doença uma vez deve ter cuidado redobrado com as picadas de insetos, cuidado para prevenir doenças como micoses e manter qualquer ferimento sempre limpo e coberto.

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