A maioria das mulheres já ouviu falar da endometriose, mas não sabem quais são as causas, sintomas e tratamento da condição. O que acontece é que no interior do útero existe uma camada chamada endométrio. Essa camada fica esperando que a fecundação aconteça durante a ovulação. Quando não acontece, ela se desprende do útero e é eliminada na forma de menstruação.
Em algumas mulheres, o endométrio não é completamente eliminado, pois durante o caminho para fora do corpo, fragmentos dele podem acabar entrando na tuba que o leva de volta aos ovários. Entre a tuba e os ovários existe um espaço que, se os fragmentos começarem a passar por ali, vão chegar à cavidade abdominal, intestino, bexiga, reto e outras partes, onde irão se multiplicar e crescer. Todo esse processo é chamado de endometriose.
Sintomas

Veja agora quais são os sintomas, que vão depender de qual é o órgão afetado pelos cistos de endométrio. Isso porque os cistos podem se deslocar para qualquer órgão do corpo. O problema está em quando essas pequenas células de endométrio entram no sangue e chegam aos pulmões ou quando causam inflamação.
1. Dores fortes na pelve
Além do medo de não conseguirem engravidar, as mulheres com esse problema sentem dores muito fortes durante a menstruação. Chega a ser insuportável e necessitam de tratamento médico.
2. Tosse com sangue
Existem vários motivos para uma pessoa apresentar tosse com sangue como sintoma de doença. Um deles é a endometriose que atingiu os pulmões.
3. Dor ao urinar
Quando esse sintoma aparece, algumas causas precisam ser investigadas pelo ginecologista. Uma delas é quando o problema atinge a bexiga.
4. Dor ao evacuar
Sentir dor para evacuar e presença de diarreia é um dos sintomas quando afeta o intestino. Pode, sim, ir ao ginecologista se estiver com esse sintoma sem mais motivos aparentes.
5. Dores na lombar
Quando a condição afeta o nervo ciático, os sintomas vão ser de dores na coluna lombar, que é abaixo da cintura, e dor no músculo da parte da frente das coxas.
6. Dor no ombro direito
Já quando ela chega ao diafragma, ocorrem dores no pescoço e no ombro direito. Se não deu nenhum mal jeito nessa região que pudesse causar essa dor, é bom ir ao médico para garantir.
7. Cólicas
As cólicas não são as menstruais, pois essas podem ocorrer até duas semanas antes da menstruação, de forma irregular.
8. Dor durante a relação sexual
Outro sintoma muito comum é a mulher sentir dor durante a relação quando há penetração. Esse desconforto não é normal e precisa ser investigado pelo médico.
9. Infertilidade
O maior medo das mulheres que têm esse problema é a infertilidade. De fato, existe 50% de risco de não conseguir ter filhos quando tem a doença, pois esse endométrio que fica preso pelo caminho causa inflamação e danifica a tuba uterina. Como o óvulo fecundado precisa passar pela tuba para chegar ao útero, se o caminho estiver bloqueado, não vai haver gravidez.
Outras causas nesse sentido são a inflamação dos cistos de endométrio dentro dos ovários e a ocorrência de alterações imunológicas que interferem na etapa de implantação do embrião no útero.
Principais causas

Desenvolvimento de células embrionárias
Uma das causas que pode fazer acontecer a endometriose na pelve e no abdômen é diferente do processo comum. Como a parede interna da pelve e do abdômen são revestidas por um tecido originário das células embrionárias, por algum motivo podem se transformar em tecido endometrial, fazendo a doença se desenvolver.
Ciclos menstruais frequentes e longos
As mulheres que menstruam todos os meses, há décadas, e que a menstruação dura por uma semana ou mais, têm maior risco de ter endometriose. Como o endométrio fica durante mais tempo sendo eliminado, também há maior chance de entrar pelas tubas e causar o problema em diferentes órgãos.
Tem cura?
Tratamento para a cura
Quando o problema não é grave, ou dependendo do caso, o tratamento mais comum é com medicamentos para inibir a menstruação e controlar os sintomas. Assim, como o endométrio não vai se formar, também não vai espalhar células por outras partes do corpo enquanto é eliminado.
Se for necessário, também dependendo de cada caso específico, pode ser feito um tratamento cirúrgico. Tem a cirurgia que remove as área afetadas pelo endométrio multiplicado e inflamado e tem a cirurgia radical que é a retirada dos ovários.

