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É bom confiar em pessoas muito seguras de si?

Você conhece alguém que se acha superior e mais inteligente que outras pessoas? Talvez seja o efeito Dunning-Kruger
É bom confiar em pessoas muito seguras de si
Crédito: Freepik

É admirável uma pessoa que tenha um nível de autoconfiança alto. No ocidente, é muito comum acreditar que autoconfiança é uma coisa positiva, mas no oriente, eles dizem que não é bom confiar em pessoas muito seguras de si. Acompanhe e entenda.

Devemos confiar em pessoas muito seguras de si?

Imagine um mágico fazendo um truque e depois explicando tudo o que fez. Parece simples e dá a impressão que você consegue fazer aquilo depois de saber o caminho, não é? Pois é, esse fato tem um nome e é conhecido como efeito Dunning-Kruger.

Devemos confiar em pessoas muito seguras de si
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O efeito Dunning-Kruger é um viés cognitivo do qual os indivíduos com habilidades escassas em determinado tema acreditam ter uma superioridade e se consideram mais inteligentes que as pessoas que praticam e se prepararam em relação ao mesmo tema. Basicamente, esses indivíduos supervalorizam as suas capacidades, porém não são capazes de reconhecer a falta dela.

Psicólogo e autor, Tomás Chamorro-Premuzic escreveu um livro chamado “Confiança, a surpreendente verdade sobre o quanto se necessita dela e como consegui-la” (tradução livre). Nele, ele confessa: “eu cresci na Argentina, onde nos especializamos no engano, na arrogância”.

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Ele conta que em sua terra natal existe uma expressão chamada “viveza criolla”, que é uma expressão que fala sobre a habilidade de ludibriar os outros, driblar regras e tirar vantagens. No Brasil, essa expressão seria o tal “jeitinho brasileiro”.

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O autor acredita que uma sociedade melhor é aquela que valoriza o verdadeiro talento. Porém, geralmente, aqueles que “parecem ser bons” ou aqueles que atribuem os seus êxitos e culpam outros por seus erros são os que acabam por ter sucesso.

Ele ainda conta que a visão sobre o excesso de confiança é diferente em vários países. Ele explica que “na Escandinávia, no Japão ou na Coreia do Sul, as pessoas enfatizam mais a humildade e a modéstia”.

A afirmação de Tomás vai de acordo com o que o pesquisador sênior do Center For American Progress, Glen Fukushima, acredita. “Nos EUA, as pessoas perguntam como podem ter confiança em você se você não confiar em si mesmo”, conta Glen.

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Por esse motivo, as pessoas se sentem pressionadas a demonstrar confiança, para provar assim que são capazes de algo. “É comum que as pessoas falem de suas conquistas para impressionar os outros”, afirma.

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Do outro lado da moeda estão os japoneses, que acreditam que a autopromoção não seja nada positivo.“Não é necessário dizer aos demais o quão maravilhoso você é. Se o fizer, dará a impressão de não ser genuíno, de não ter integridade. Os dois extremos são ruins. Preferiria algo no meio”, calcula Glen.

Existem muitos estudos que falam sobre o excesso de confiança. E apesar de muitos falarem sobre a ignorância associada a ele, outros falam sobre características positivas associadas a ele. A autoconfiança e arrogância não precisam, e nem devem, estar associadas uma à outra.

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