Bactéria comedora de carne em salão de beleza quase faz mulher perder o braço
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Bactéria comedora de carne em salão de beleza quase faz mulher perder o braço

A americana passou por momentos de desespero, mas conseguiu impedir que o pior acontecesse

Você já foi fazer as unhas e se esqueceu de verificar se o material estava esterilizado? Ou já se cortou sem querer e ignorou os sintomas? Pois saiba que isso foi o que aconteceu com a mulher que pegou a bactéria comedora de carne em salão. Parece história para assustar criancinha, mas ela não só existe, como pode levar à amputação e até óbito!

O nome dessa doença é fasciíte necrotizante e pode ser causada por alguns tipos de bactérias, em situações especiais. Sim, é mais do que uma! Além disso, existem dois tipos da doença.

De acordo com a Revista Médica de Minas Gerais (RMMG), o ” tipo I, que tem flora polimicrobiana representada por bactérias anaeróbias, anaeróbias facultativas e enterobactérias e o tipo II, monomicrobiana e causada pelo Streptococcus pyogenes ou, mais raramente, pelo Staphylococcus sp”.

Apesar da sua capacidade de destruição, ela é uma condição muito rara, causando necrose que se alastra muito rapidamente. Ela atinge o “tecido celular subcutâneo e a fáscia muscular”, levando a óbito entre 13% e 76% dos pacientes, a depender de quão precoce a doença foi diagnosticada e devidamente tratada.

E foi por agir rapidamente que essa mulher perdeu somente parte do seu dedo, mantendo não somente o seu braço, como a vida a salvo. Veja como tudo aconteceu, desde o momento da infecção até as idas ao hospital.

Bactéria comedora de carne em salão de beleza

Jayne Sharp, moradora do Tennesse (EUA), passou por momentos de desespero, depois de descobrir que poderia ter seu braço amputado. Ela estava com fasciíte necrotizante, contraída em um salão de beleza, mas poderia ter sido em qualquer outro lugar. isso porque a bactéria não precisa de um ambiente específico, podendo contaminar picadas de inseto ou pequenos cortes.

Jayne estava sentada no salão, aguardando a sua vez de ser atendida, quando espetou o dedo em alguma coisa. Ela olhou e não viu corte ou sangue, então continuou mexendo no celular. Fez o atendimento e foi para casa. À noite ela já não conseguia dormir de tanta dor, pois o dedo tinha inchado e estava latejando.

Ela foi ao médico no dia seguinte, não pelo dedo, mas porque estava sentindo sinais de gripe. A médica olhou para a região e marcou com uma caneta até onde ia o inchaço. Pediu então para que ela acompanhasse a evolução e retornasse caso aumentasse. Jayne foi para casa e tirou um cochilo, tendo um tremendo susto ao acordar. Não somente o seus dedos estavam inchados, mas todo o braço.

Foi imediatamente ao hospital, onde foi diagnosticada com a doença, para sua sorte. Por ser muito rara, havia chances de que a equipe não identificasse a causa corretamente. Ao falar com a família, a médica disse que havia grandes chances de óbito ou, no mínimo, a perda do braço. Felizmente, conseguiram controlar a infecção a tempo de salvar ambos.

Jayne está se recuperando, tentando recuperar os movimentos da mão afetada. Ela prestou queixa contra o salão, que foi inspecionado, estando todo de acordo com as regras de higiene e esterilização. O que aconteceu foi uma tremenda falta de sorte de Jayne, aliada à sua menor imunidade, por causa do diabetes.

Como se prevenir

Como as bactérias causadoras da doença podem estar em qualquer local, o ideal é sempre estar atento e evitar se cortar. Mas claro que acidentes acontecem e, quanto menos chances se der a doenças, melhor. Dessa forma, veja algumas dicas para evitar:

  • Esterilize os equipamentos de manicure antes de usar;
  • Se for a um salão, utilize preferencialmente o seu kit;
  • Ao fazer trilhas ou se expor a locais mais propensos a acidentes, utilize roupas e equipamentos adequados;
  • Lembre-se sempre de usar repelente, em locais propensos a picadas de insetos;
  • Se sofrer um corte e o local inchar, procure ajuda médica o mais rápido possível.

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