A professora americana Claire Kamp Dush é a autora da frase que diz que a vida amorosa da sua mãe determina a sua. Ela publicou um estudo que investiga essa relação, que influencia na forma com que os filhos e filhas vão se relacionar.
Porém esse estudo não pesquisou o comportamento paterno, deixando aí uma grande margem para questionamento do mesmo no meio acadêmico. Apesar dessa grande limitação na pesquisa, que ignorou totalmente a influência do pai no comportamento dos filhos e filhas, alguns dados interessantes foram coletados.
Como a vida amorosa da sua mãe determina a sua?

De acordo com o estudo publicado na revista acadêmica PLoSONE, utilizando dados de mais de 7 mil pessoas, entre 1979 e 2003, a mãe tem um papel fundamental na forma como os filhos vão agir nos seus próprios relacionamentos.
Para a pesquisadora, atualmente professora em Ohio (EUA), que cruzou informações para encontrar padrões de relacionamento ao longo das gerações, a quantidade e qualidade dos relacionamentos maternos afeta o dos descendentes.
De acordo com os resultados, que tiveram origem em relacionamentos desde a década de 70, quando o papel da mulher ainda era muito questionado e sua liberdade afetiva e social tolhida, as mães que tinham mais relacionamentos ao longo da vida tendiam a passar esse perfil para os filhos.
O que isso quer dizer?

Uma mãe com apenas um parceiro ao longo da vida pode, sim, estar em um relacionamento saudável, estável e agradável, mas e as que não tiveram essa sorte de encontrar um amor incondicional?
Muitos — ainda hoje — são os casos de mulheres que sofrem em relacionamentos abusivos, pelos mais diversos motivos, sejam eles físicos, financeiros, sociais ou psicológicos. Nestes casos, o melhor mesmo é separar e, se quiser, buscar outros caminhos.
Nesse sentido, o fato da mãe ter mais de um parceiro durante a vida é positivo, mostrando a seus filhos que não se deve estar onde o coração, o corpo ou a alma são feridos. Isso faz com que eles também procurem o melhor, não aceitando qualquer coisa em nome de uma pseudo-estabilidade.
Por outro lado, se há somente a promiscuidade, sem respeitar o espaço e os sentimentos dos filhos e companheiros, há chances de sequelas mais sérias em relacionamentos futuros, como a falta de confiança e medo de estabelecer vínculos.
Assim, talvez o que influencia o comportamento dos filhos não seja a quantidade de relacionamentos da mãe ou do pai, mas sim a qualidade dos mesmos. Como eles agiram durante o decorrer do tempo e quais foram as impressões dadas para seus filhos.
Mãe e pai influenciam os filhos

Por isso é tão importante evitar brigas perto dos filhos, deixando as discussões para 4 paredes; sempre de forma respeitosa e empática, buscando a melhor solução para ambos.
Você não tem como mudar o que seus pais foram, mas você pode ser o melhor exemplo para seus filhos. Pare agora e pense, quais são os exemplos que você está dando, no seu relacionamento?
Qual é a sua opinião sobre o estudo? Qual é o impacto disso na vida dos filhos? Deixe suas ideias nos comentários!
Fonte: PLoSONE Journal


