De acordo com o Conselho federal de Medicina (CFM), a varicocele tende a aparecer principalmente depois dos 60 anos de idade (43% dos casos), mas pode acontecer em outras épocas. Outra faixa etária atingida (com cerca de 20% dos casos) está entre 20 e 60 anos. É muito mais raro, mas pode acontecer também em crianças a partir dos 2 anos.
De forma resumida, essa é uma doença facilmente tratada com uma simples cirurgia, que leva menos do que uma hora e um mês de recuperação. Segundo o Hospital Sírio Libanês, ela é a “dilatação anormal das veias do plexo pampiniforme testicular”, o que em outras palavras quer dizer que é o inchaço das veias que ficam no testículo.
Isso pode causar muita dor ao paciente e pode também reduzir a capacidade reprodutiva. A infertilidade masculina está muitas vezes relacionada à varicocele, atingindo cerca de 25% dos pacientes. Felizmente, apesar de ser a mais comum, é também a mais tratável, tendo recursos diversos para tal.
A varicocele pode ser de grau I, II ou III. No primeiro, a variação no testículo quase não é percebida. No segundo, ocorre a atrofia em uma das laterais. Já no grau III, ambos os lados são atingidos. Normalmente somente o lado esquerdo é atingido, em cerca de 95% dos casos. Ambos os lados também podem acontecer, porém é muito raro encontrar somente no lado direito.
Causas
A propensão genética realmente é uma grande influência para o desenvolvimento da doença. Se o pai ou avô tiveram, há grandes chances de que os descendentes também apresentem a doença. Porém existem outras causas, citadas pelo CFM:
- Obstrução ou compressão do sistema venoso;
- Hipertermia;
- Diminuição do fluxo de sangue no testículo;
- Alterações hormonais;
- Estresse oxidativo;
- Refluxos de metabólitos do rim e adrenal.
Como você pode ver, o estrese oxidativo é uma das causas da doença. Então, aproveite para investir em uma alimentação rica em antioxidantes e mantenha sua saúde em dia. Faça consultas regulares ao seu médico de confiança, principalmente se tiver os sintomas da varicocele. Veja esse vídeo explicando melhor a doença.
Sintomas
Entre os principais sintomas, está a dor na região dos testículos, principalmente durante a relação sexual. A infertilidade também pode ser um sintoma da doença, já que é a mais comum forma para os homens. Outro sinal claro é o surgimento de uma veia visível, geralmente do lado esquerdo, mas podendo ser também dos dois lados.
A dor na região do testículo também aumenta com a prática de atividades físicas, aliviando quando termina. Ela também pode doer mais ao final do dia, do que no início dele. Essa mesma dor fica mais branda caso o homem deite de costas, sendo esses indícios claros da doença.
Tratamentos
O tratamento normalmente é feito através do procedimento cirúrgico, quando necessário. Geralmente, o convívio com a doença não é prejudicial e pode se manter, principalmente no grau I. Se estiver no grau II ou III, pode ser recomendada a cirurgia.
Para saber qual será o melhor caminho a seguir, o médico urologista fará um exame físico, para ver como está a condição de saúde em geral, analisando também o saco escrotal. Se ele não conseguir identificar a doença, porém tiver os sintomas, vai solicitar um ultrassom com dopler, no local.
Como é a cirurgia?
A cirurgia pode ser feita por via retroperitoneal, inguinal, subinguinal ou laparoscópica. Em geral, o médico abrirá o local e cortará a veia problemática, acabando de vez com o problema. Serão apenas 40 minutos, com repouso no hospital até o final do dia, podendo sair e se cuidar em casa.
Durante a recuperação, que deve ser de um mês, o paciente ainda vai ver a veia problemática, reduzindo depois de 2 ou 3 meses. Haverá dor, hematomas e inchaço nos primeiros dias, porém nada que possa se tornar insuportável. Claro que as relações sexuais ou qualquer tipo de contato íntimo estão proibidas por 30 dias.

