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O que é, sintomas e como tratar a tripofobia

Como você se sente ao se deparar com uma imagem de vários buraquinhos aglomerados?
tripofobia
Crédito: Pxhere

Existem diversos tipos de fobias, que são como um medo exagerado que algumas pessoas sentem sobre alguma situação, objeto ou imagem específica. Fisicamente, a pessoa com fobia passa mal, pode sentir náuseas, tontura, palpitação, tremores e outros sintomas. O tipo de fobia que você vai conhecer agora é a tripofobia.

O que é tripofobia?

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Crédito: Pxhere

A tripofobia é traduzida do grego como medo de buracos. Não são quaisquer buracos, são superfícies com pequenas aberturas circulares agrupadas, como os favos de mel, pacote com canudinhos, as sementes na parte de fora do morango, os tentáculos de um polvo e sementes de lótus.

Ao visualizar essas formações de pequenos buracos lado a lado, muitas pessoas sentem uma sensação muito desagradável, de repulsa, em diferentes níveis.

Essa fobia não é reconhecida de forma oficial pela comunidade médica, embora haja muitos casos relatados. Ela é considerada parte do transtorno de ansiedade, que pode ser desencadeada por quadros de medo ou ansiedade intensa.

Porém, para alguns pesquisadores, ela não se enquadra como uma fobia, pois não é fundamentada pelo medo, e sim, pelo nojo.

Sintomas do transtorno

Algumas pessoas confundem uma fobia real com um incômodo ou certa repugnância, mas existe uma grande diferença entre apenas se sentir desconfortável ao olhar para um aglomerado de buraquinhos e sentir pânico, a ponto de perder o controle dos seus sentidos.

Como a tripofobia não é considerada uma fobia real, existem casos e casos, que podem ir do desconforto intenso ao pânico. Considerando esse fator, os sintomas também variam.

Arrepios

Quando qualquer pessoa depara com algo que a faz sentir muito nojo, o arrepio na pele e aquele calafrio por dentro do corpo são sensações naturais.

Suor e tremores

Quem sente-se nervoso diante de uma situação ou imagem, pode começar a suar frio no corpo todo, bem como começar a tremer. Nesse caso, já começa a caracterizar uma fobia, pois a pessoa perde um pouco do controle do que está sentindo.

Coceira e formigamento

Apenas uma sensação de coceira também é uma resposta comum à agonia de estar olhando para uma superfície cheia de pequenos buracos. Essa sensação pode evoluir e a pessoa sentir também formigamento nas extremidades.

Taquicardia, tontura e distorção visual

Esses dois sintomas são bem comuns de pessoas em crise de algum tipo de fobia. O coração acelera, ficam ofegantes e, com a temperatura corporal elevada, podem ter vertigens e tontura. Algumas vezes o pico é tão alto que a pessoa desmaia.

Repulsa, desconforto e angústia

Essas são sensações mais típicas, que não caracterizam uma fobia, mas que são as mais comuns em casos de pessoas que se autodiagnosticam tripofóbicas. Junto com os arrepios, é o que se sente logo que se vê a imagem dos buracos aglomerados.

Principais causas

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Crédito: Freepik

Como existem muitos estudos na busca de uma resposta para o que por enquanto se chama de tripofobia, existem diferentes conclusões de especialistas. O principal fundamento estudado com base em pesquisas com pessoas que se consideram tripofóbicas é uma resposta do cérebro à necessidade de evitar doenças.

Isso porque as formações de buraquinhos que causam a repulsa lembra muito a de doenças parasitárias e infecciosas que deixam a pele com essa mesma aparência. O nojo, repulsa e angústia está mais relacionado ao padrão de aparência de espécies de animais venenosos, como alguns sapos, os olhos aglomerados das aranhas e os tentáculos do polvo-de-anel-azul.

Também, ao efeito que algumas doenças parasitárias deixam na pele, com vários furinhos ou bolhas aglomeradas. Nesse caso, ao se deparar com imagens do tipo, mesmo que não tenham a ver com animais peçonhentos ou doenças de pele, o cérebro emite um alerta de perigo e as pessoas mais vulneráveis desencadeiam os sintomas de forma mais intensa.

Esse transtorno tem cura?

De modo geral, todas as pessoas podem reagir com nojo ou certa repulsa às imagens que apresentem o padrão visual dos buracos aglomerados. Sendo assim, é considerado normal quando não existem outros sintomas que levem à fobia.

Já para as pessoas que percebem a perda de controle nessas situações, apresentando os sintomas como tremor, sudorese, tontura, visão turva e náuseas, é preciso buscar ajuda. O médico vai analisar o caso, verificar o histórico do paciente e determinar se ele tem mesmo um transtorno.

Quanto à cura, não pode-se dizer que existe, pois como não é considerada uma fobia oficial, não há um tratamento específico. Quando é feito algum tratamento psicológico, há pessoas que chegam a se considerar curadas, outros casos que são controlados. É bastante variável, de caso para caso e conforme o tratamento adotado.

Como tratar

O médico psiquiatra é o mais procurado por pessoas que estão enfrentando situações que consideram tripofóbicas. E também pode-se procurar ajuda de um psicólogo ou terapeuta.

Cada profissional vai avaliar o caso, entender se existem outros transtornos ou doenças envolvidas e estudar o que acredita ser o melhor tratamento, muitas vezes testando mais de uma técnica para saber o que funciona com aquele paciente.

Sendo assim, algumas das técnicas aplicadas podem ser a Terapia-Cognitivo-Comportamental, a Terapia de Exposição, técnicas de relaxamento, atividades físicas e, em casos mais severos, o psiquiatra pode receitar alguma medicação. De modo geral, cada caso é muito específico e por isso não há como determinar que um desses tratamentos vai promover o desaparecimento da tripofobia.

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