Transtorno explosivo intermitente
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Transtorno explosivo intermitente: sintomas e tratamento

Tem algum familiar ou amigo com comportamentos agressivos repentinos? Preste atenção: ele pode ter esse transtorno

O transtorno explosivo intermitente consiste em uma disfunção preocupante que pode deixar a integridade da outra pessoa em risco. Afinal, agressões físicas são uma das marcas registradas dessa disfunção. É fundamental que se conheça os seus sintomas, para proceder da melhor maneira possível no tratamento.

O que é o transtorno explosivo intermitente?

O transtorno explosivo intermitente (TEI) consiste em um distúrbio psiquiátrico no qual a pessoa não consegue administrar impulsos motivados pela agressividade. Desse modo, o indivíduo poderá sofrer ataques de fúrias que atingem uma magnitude muito alta em proporção à causa desse comportamento.

Por ser um transtorno psiquiátrico, o TEI não deverá ser tratado ou diagnosticado por um profissional que não seja psicólogo ou psiquiatra. Mesmo assim, é importante que você saiba como identificá-lo, para que o profissional intervenha o quanto antes no quadro.

Sintomas

Transtorno explosivo intermitente sintomas
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Então, se você deseja identificar esse transtorno o quanto antes, para poder levar a um profissional adequado, é importante conhecer os seus sintomas. Alguns sinais podem indicar sua presença. Vale ressaltar que esses sintomas podem indicar outros problemas ou podem ser gerados por outras variáveis, como o consumo de álcool.

Essas explosões são separadas entre leves e severas, a depender do grau do transtorno. Para que elas possam indicar a presença do TEI, é necessário que ocorram em torno de 2 vezes semanais em 3 meses, no mínimo.

Gestos obscenos

A utilização de gestos obscenos é uma fonte de eliminação da carga psíquica acumulada e não necessariamente indica a presença desse transtorno. Afinal, esse gesto pode ter sido aprendido no decorrer da vida como uma forma comum de se expressar, sendo imitado pelo indivíduo com frequência, como resposta para determinadas situações.

Destruição de objetos

Pessoas que quebram objetos ou os atiram ao chão durante uma briga possuem alta probabilidade de terem esse transtorno – ou alguma outra disfunção que esteja associada à agressividade. Então, se conhece alguém que emite esse comportamento com a frequência vista acima, é essencial que seja atendida por um psicólogo, para intervir diretamente nesse distúrbio.

Agressões físicas

Agressões físicas de qualquer gênero, com ou sem lesão corporal, são indícios de TEI. Assim, preste atenção a atitudes como tapas, beliscões e outros comportamentos agressivos que inflijam dor, já que esses ataques podem expressar a presença do distúrbio. Também estão presentes as agressões verbais.

Como é diagnosticado?

É importante frisar que o diagnóstico desse transtorno só pode ser concretizado com a intervenção de um profissional. Mesmo assim, é possível que se reconheça alguns sinais que expressem diretamente esse transtorno, o que facilita o diagnóstico.

Lembre que há diferenças entre a raiva comum e a agressão expressada pelo indivíduo que possui TEI, pois essa é muito mais intensa do que o fator que a causou, sendo desproporcional. Vale destacar que esse transtorno só pode ocorrer com pessoas que sejam maiores do que 6 anos.

Essas explosões não possuem nenhuma premeditação, sendo fruto de impulsos de raiva. Assim, ela não tem o objetivo de transmitir intimidação ou poder, por exemplo. Esses ataques não são causados por influência de álcool ou drogas, já que são originados exclusivamente por causas internas (biológicas).

Tratamento

Não há nenhuma fórmula mágica para seu tratamento, sendo a prática da terapia a única opção adequada para essa condição. Nesse cenário, recomenda-se a abordagem da Terapia Cognitiva Comportamental, elaborada por Aaron Beck e largamente utilizada em todo o mundo.

Essa é uma abordagem moderna e altamente eficaz na qual o paciente é ativo e recebe explicações acerca do modelo cognitivo, de modo que ele possa aplicar os conceitos da terapia em casa. Esse fator facilita a recuperação, o que não gera a necessidade de muitas sessões.

Nessa linha de condução, o terapeuta analisa os pensamentos automáticos do paciente, alinhando-os com a situação causal e com a reação emocional gerada. Assim, ele poderá encontrar suas regras, suposições e atitudes, ou seja, a conduta do paciente. Ao encontrar tal conduta, será concluído o objetivo com a intervenção nas crenças disfuncionais do paciente (pensamentos profundos acerca dele mesmo).

Caso o psicólogo ache necessário o acompanhamento psiquiátrico, para complementar os efeitos da terapia, haverá também a prescrição de medicamentos. Assim, o tratamento do TEI será realizado de maneira subjetiva, a depender do grau desse transtorno em cada paciente.

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