choque tóxico
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Síndrome do choque tóxico: saiba o que é e como evitar

Alguns tipos de doenças só ficam populares quando alguém famoso acaba sendo vítima delas. Então, informe-se para se prevenir

Você já ouviu falar na síndrome do choque tóxico (SCT)? Lauren Wasser, uma modelo norte-americana, teve conhecimento dessa síndrome em primeira mão no ano de 2012. Em uma ocasião, ela foi à farmácia comprar absorventes internos de uma marca já conhecida dela. Entretanto, enquanto os usava, ela fez três trocas – de manhã, à tarde e à noite. Mais tarde, enquanto marcava presença numa festa, ela começou a passar mal e foi embora. No dia seguinte, um amigo descobriu Lauren em casa, no chão, com febre e a desfalecer.

No hospital, os médicos achavam que seria um ataque cardíaco. Contudo, um médico com mais anos de profissão perguntou se ela estava utilizando absorvente interno, o que era verdade. E agora você pergunta, qual o espanto? Tantas mulheres o utilizam!

Essa modelo da Califórnia estava com SCT, e foi submetida a um coma induzido. Tudo por causa de usar absorvente interno com frequência. A triste implicação foi a amputação da sua perna direita e dos dedos do pé esquerdo naquele ano, e em 2018 ela teve que amputar a outra perna também. Entenda melhor sobre a síndrome, pois não significa que agora não possa mais fazer uso de absorventes internos, apenas deve tomar todos os cuidados necessários para utilizá-los com segurança.

Veja também: o que é e como funcionam as calcinhas absorventes

O que é a síndrome do choque tóxico?

cuidados e causa choque tóxico
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De acordo com o Dr. Drauzio Varella, essa síndrome teve seu reconhecimento oficial em 1978. Ela está associada à utilização de absorvente interno sintético de alta absorção. Contudo, atualmente, sabe-se que a SCT existe igualmente em ambiente hospitalar e pode ser contraída estando vulnerável a bactérias. Ou seja, não são apenas as mulheres que correm o risco, pois os homens também podem ser infectados.

Embora seja uma doença rara, é muito perigosa. Ela se manifesta através de um conjunto de sintomas causados pelas toxinas de bactérias Gram-positivas, como a Staphylococcus aureus, que podem causar reações graves, chegando a provocar insuficiência renal aguda e morte.

Quais são as causas?

É correto dizer que a maioria dos casos já esteve associado principalmente ao uso de absorventes internos. Isso acontecia com mais frequência porque algumas mulheres usam esses absorventes por muito mais horas do que o recomendado, e seu fluxo é intenso. Logo, o acúmulo do sangue menstrual em contato constante com absorventes feitos de materiais sintéticos favorece a proliferação das bactérias nocivas.

Atualmente, sabendo desse risco, a indústria desse tipo de produto estabeleceu novas regras na composição deles, além de um padrão de utilização mais seguro, o que reduziu consideravelmente o número de casos por esse motivo. Os casos mais atuais relatados da doença estão associados a outros problemas infecciosos, como falta de cuidados com feridas operatórias.

Sintomas

A infecção pelas bactérias causadoras do SCT só é percebida quando os sintomas se manifestam, o que faz com que seja necessário buscar socorro médico imediato. Entre os principais sintomas estão febre alta, náuseas e vômitos, dor muscular no corpo todo, pressão baixa e alterações na pele como se fossem alergias.

Tratamento

O tratamento para o choque tóxico deve ser imediato e intensivo. O paciente passa por uma bateria de exames para que o diagnóstico se confirme, então, geralmente é internado na UTI para começar a ser tratado com antibióticos para que as bactérias sejam combatidas.

Também são utilizados outros medicamentos para alívio dos sintomas e para remover a infecção já instalada. Em alguns casos de infecção mais avançada, como da modelo mencionada lá no início, pode ser necessária a amputação de membros. Por isso que o diagnóstico precoce, logo no começo dos sintomas, é tão importante.

Como prevenir?

No caso do uso de absorventes internos e coletores menstruais, as mulheres podem continuar usando, desde que sigam as recomendações da embalagem do produto e do seu ginecologista. O ideal é que as trocas sejam feitas a cada 2 ou 4 horas, no máximo, evitando que o sangue fique parado no coletor ou absorvente, pois é isso que aumenta o risco de bactérias se proliferarem no local e liberarem as toxinas perigosas.

Em outros casos, como quando a infecção ocorre por causa de feridas operatórias, é preciso tomar os devidos cuidados após cirurgias. O paciente deve ser tratado com toda a atenção, mantendo as feridas sempre limpas e cobertas constantemente, conforme a recomendação dos médicos. Em caso de notar qualquer sintoma estranho, deve-se procurar o médico responsável imediatamente.

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