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O que é e quais são as funções da serotonina em seu organismo?

A serotonina é responsável por regular funções muito importantes em seu corpo.

serotonina
Crédito: Nappy

Você já deve ter ouvido falar que praticar exercícios físicos aumenta a serotonina ou que uma pessoa deprimida está com falta desse hormônio no cérebro. Muito se fala sobre, mas poucas informações são realmente verdadeiras ou condizem com a realidade. Veja como ela atua no seu cérebro, quais são suas funções no corpo humano e quais sintomas indicam que sua taxa está baixa.

O que é serotonina?

Ao contrário do que diz o senso comum, a serotonina não é bem um hormônio, mas sim um neurotransmissor. O neurotransmissor tem como missão estabelecer uma comunicação entre as células do cérebro. No caso da serotonina sua responsabilidade é regular o humor, o sono, o apetite, o ritmo cardíaco, a temperatura corporal, a sensibilidade à dor, os movimentos e as funções intelectuais.

A serotonina é uma substância química produzida naturalmente pelo cérebro e que traz sensação de bem-estar e felicidade. Ela é encontrada nos tecidos humanos e animais, principalmente no cérebro e mucosas gástricas. A título de curiosidade dos fãs de química, a fórmula da substância é C10H12N2O.

5 Funções da serotonina no corpo humano

Em uma analogia simples, a serotonina atua como mensageira do cérebro. É responsável por transmitir sinais entre os neurônios e as células do corpo a respeito das tarefas que devem ser desempenhadas em relação às funções vitais. E são muitas as funções desse neurotransmissor essencial na vida humana. Conheça as principais.

1. Regular o humor

Provavelmente a função mais conhecida dessa substância química seja a de regular a ansiedade e de melhorar o humor, aumentando a sensação de felicidade e bem-estar. Pessoas com nível baixo de serotonina apresentam irritação, impaciência, mau humor e sintomas depressivos.

2. Regular o sono

A substância estimula as regiões do cérebro que controlam a hora de dormir e o despertar, cuidando para que o sono seja suficiente para o indivíduo. A partir da serotonina também é produzida a melatonina, o hormônio do sono, fazendo com que o “hormônio da felicidade” tenha relação indireta com um sono de qualidade.

3. Regular a libido

Altos níveis de serotonina no corpo provocam redução do apetite sexual, disfunção erétil e ejaculação precoce, enquanto os baixos níveis provocam aumento da necessidade de atividade sexual. O ideal é o meio termo.

4. Determinar a saciedade

É muito comum ver pessoas comendo mais quando estão se sentindo tristes, principalmente coisas pesadas, como carboidratos e açúcares. A serotonina está presente no estômago e no intestino, ajudando no controle dos movimentos, além de causar sensação de saciedade. Quem tem níveis baixos da substância costuma comer mais e pode apresentar compulsão alimentar.

5. Influenciar nas vias sensoriais

A substância química é importante reguladora das vias sensoriais do corpo, e quando há diminuição da receptação (processo de reabsorção de um neurotransmissor), os estímulos caem e a dor é amenizada.

Cientistas ainda investigam as relações entre um nível adequado de serotonina e a redução dos sintomas, mas já há estudos e casos comprovados de que ele atua de forma positiva para reduzir as dores, principalmente enxaquecas.

Sintomas da falta de serotonina

Quando os níveis da substância estão baixos no corpo, muitas vezes por conta de uma alimentação deficiente em vitamina B6 ou por excesso de proteínas, provoca uma série de problemas, tais como:

  • Tristeza;
  • Depressão;
  • Aumento de apetite;
  • Dores abdominais;
  • Variações de humor;
  • Distúrbios do sono;
  • TPM;
  • Dores no corpo;
  • Enxaqueca;
  • Aumento de peso.

Vale frisar, no entanto, que o excesso de serotonina não significa que as coisas estão bem. Muito pelo contrário: pode provocar aceleração dos batimentos cardíacos, disfunção erétil, náuseas, diarreia, inquietação, quadros de insônia, enxaqueca e alucinações.

Na maioria dos casos, o uso recorrente e excessivo de inibidores de receptação de serotonina (os populares antidepressivos) é que provoca esse exagero.

Como aumentar os níveis de serotonina?

exercicios físicos aumentam produção de serotonina
Crédito: Bruce Mars/Unsplash

A boa notícia, no caso de quem sofre com baixa taxa do neurotransmissor, é que existem métodos naturais para aumentar os níveis sem precisar recorrer à medicação. No entanto, se os sintomas citados permanecerem por um longo período é bom consultar um neurologista. Depressão é uma doença grave e silenciosa. Não deixe de procurar ajuda profissional para lidar com esse problema.

Pratique atividades físicas

Correr, ir à academia, praticar boxe, fazer natação, curtir uma aula de zumba ou qualquer outra prática esportiva aumenta os níveis periféricos de beta-endorfinas, melhora o sono e o provoca bem estar psicológico. Além disso, também aumenta a sensibilidade de receptores e disponibiliza mais triptofano para síntese da serotonina.

Medite

Um estudo da Universidade de Cambridge mostrou que pessoas com depressão tiveram melhora no quadro após meditarem. Feche os olhos, respire fundo e reconheça seus pensamentos mais profundos. Tire um momento para refletir sobre eles e aceitá-los, sem julgamentos. Isso pode reduzir a ansiedade e auxiliar na saúde emocional e física.

Coma chocolate

É comprovado que o doce aumenta os níveis de serotonina no cérebro, tanto que é recomendado consumir pelo menos 200 calorias por dia.

Cerque-se de pessoas queridas

Vá tomar um café com um amigo, beije seu amor ou abrace seus pais. Manter-se próximo das pessoas que ama desencadeia a liberação de oxitocina, outro neurotransmissor associado à felicidade e que aumenta a sensação de bem-estar e de felicidade.

Tenha uma alimentação equilibrada

O corpo pede mais carboidratos e açúcar quando os níveis do neurotransmissor estão baixos, mas o ideal é ter uma alimentação balanceada para manter-se sempre são. A produção e o nível de serotonina estão totalmente relacionados a ingestão de alimentos ricos em triptofano, um aminoácido essencial que não é produzido pelo corpo humano.

Como exemplo, você deve comer carne vermelha, aves e peixes, ovos, laticínios, frutas, verduras, legumes, leguminosas e cereais. A deficiência de ômega-3, inclusive, tem sido associada em alguns estudos com a depressão. Capriche na ingestão desse componente, seja em cápsulas ou em peixes.

As dicas deste artigo não substituem a consulta ao médico. Lembre-se que cada organismo é único e pode reagir de forma diferente ao mencionado. E para obter os resultados mencionados também é preciso aliar a uma vida e alimentação saudável e equilibrada.

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