De acordo com o Ministério da Saúde, a depressão pós-parto é uma condição que afeta as mulheres logo após o nascimento do bebê.
Essa condição traz sentimentos de profunda tristeza, desespero e desesperança com relação ao bebê, à maternidade e à vida de modo geral.
Pode acontecer mesmo que, durante a gestação, a mulher esteja se sentindo bem, preparada para ser mãe, e mesmo que já tenha outros filhos.
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A pesquisa, que foi publicada no periódico Translational Psychiatry, publicação da renomada revista científica Nature, mostrou que as gestantes podem sofrer de um tipo específico de depressão induzida por inflamação.
Essas modificações provocam flutuações na produção de fatores pró-inflamatórios e interferem, por exemplo, nos níveis de triptofano, um aminoácido essencial que está ligado ao combate da depressão e ansiedade.
Fernando Prado, especialista em Reprodução Humana, Membro da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM), explicou a’O Globo Saúde que “a gravidez é um evento inflamatório. Essas inflamações vão aumentando de acordo com a evolução da gravidez. Esse processo desencadeia algumas substâncias que podem aumentar o risco de depressão. Quanto mais fortes são as inflamações, mais substâncias que levam à depressão são produzidas”.
Agora, com essa descoberta, será possível melhorar alguns cuidados durante o pré-natal. Para o especialista, “criar um exame desses não é algo complexo de se fazer. Esse tipo de teste só não existe ainda porque ninguém nunca tinha estabelecido uma relação desses marcadores biológicos com a depressão. A partir de agora, será possível sim fazer esta dosagem no sangue, observar se as concentrações estão alteradas e prever se a gestante tem mais risco de desenvolver a depressão. E, em caso positivo, já iniciar o tratamento repondo alguns nutrientes e vitaminas e, nos casos mais graves, até mesmo usar antidepressivos”.
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Fonte: O Globo Saúde

