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Morador de rua é aceito na Universidade de Harvard

Conheça uma história de superação do menino criado no lixão que foi ganhou bolsa em uma das melhores universidades do mundo
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Crédito: Facebook/Justus Uwayesu

Justus Uwayesu vivia em uma família numerosa, como muitas em Ruanda. Até que, em 1994, ele perdeu os pais e passou a viver em um lixão. A sua história seria diferemte, se a oportunidade de ter uma boa educação não tivesse aparecido na sua vida: anos depois, ele foi aceito na Universidade de Harvard, uma das mais importantes de mundo. 

Ruanda fica na África Central, sendo um país pobre e pequeno, do tamanho de Alagoas. Em 1994, ele passou pela sua fase mais sombria, um genocídio que visava a exterminação da etnia Tutsi. Foram 100 dias de massacre autorizado, com apoio do exército. Era comum que as forças armadas parassem as pessoas na rua e vissem, em suas identificações, a etnia, exterminando-as imediatamente.

Foi em meio a esse caos que Justus – com apenas 3 anos – e seus irmão perderam seus pais e fugiram, sendo adotados por familiares em uma cidade próxima. Vendo que a fome só aumentava e que não poderia cuidar das crianças, eles foram, novamente, abandonados à própria sorte.

Do genocídio ao lixão

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Crédito: Facebook/Justus Uwayesu

Depois de perder seus pais e serem abandonados pelos parentes, eles viveram nas ruas, mas a seca era tão grande, que até o capim que os sustentava acabou. No desespero, eles foram aos poucos tentando retornar à sua cidade natal, para ver se encontravam meios de sobreviver.

Primeiro foram os mais velhos, sendo que Justos, então com 9 anos, foi um dos últimos a partir, acompanhado de um amigo da mesma idade. Eles caminharam mais de 100 km para chegar à cidade e se abrigaram no lixão, onde tinham alguma comida disponível, mesmo que estragada e um abrigo: um carro incendiado que fora abandonado.

E foi lá onde ele encontrou o seu milagre: Clare Effiong. Voluntária na Esther’s Aid, ela foi ao lixão para perguntar o que os meninos estavam precisando. As respostas mais recebidas eram comida, roupa e brinquedos, mas uma a tocou profundamente: Justos pedia para ir à escola. E foi então que a partir desse dia tudo mudou.

Do lixão para o mundo

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Crédito: Facebook/Justus Uwayesu

Justus foi adotado pela voluntária e pôde finalmente ir à escola. Como já tinha uma certa idade, não começou no primeiro ano, como todos. Ainda assim, obteve excelentes notas.

O tempo foi passando e Justus nunca esqueceu das suas origens. Ainda jovem, há 10 anos, fundou, com alguns amigos, o SUN (Seven United for the Needy, em português Sete Unidos por quem Precisa). Juntos, eles promoviam educação de qualidade para aquelas crianças que tinha menos oportunidades.

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Crédito: The New Times

Atualmente, não são só amigos, mas mais de mil membros ao redor do mundo que trabalham para erradicar – ou pelo menos diminuir – a pobreza nas comunidades e possibilitar uma educação de qualidade.

Universidade de Harvard

Esse desejo de ajudar, crescer e fazer a diferença, além das suas excelentes notas, garantiram a Justus uma vaga em uma das mais cobiçadas universidades do mundo: a Universidade de Harvard.

Lá ele se formou em economia como um dos melhores alunos. Hoje está cursando o mestrado em “assuntos globais”, através de uma bolsa de estudos, em uma universidade chinesa de ponta.

Sua ONG, além de trabalhar pela educação, ajuda a reformar casas, construir novas moradias, hortas e mais. Com as palavras de Justus, o que ele que queria era “incentivar os jovens a se ajudarem mutuamente. A ideia de fundar a Seven United for the Needy não era apenas ajudar os necessitados e crianças de rua com materiais, mas também cuidar deles para que eles pudessem superar o tipo de situação que eu vivia”.

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Crédito: Facebook/Justus Uwayesu

E ele finaliza: “eles não escolheram viver e crescer nesse tipo de situação. E, com a equipe que tenho atrás de mim, acredito que conseguiremos muito em contribuir para o desenvolvimento nacional”.

E de pensar que tudo isso começou com um pequeno gesto, um pequeno milagre na vida de uma criança órfã, abandonada, em um lixão. Cada gesto importa!

Também dá para perceber a importância e bênção que é ter a oportunidade de aprender e, com isso, mudar o mundo. É preciso também ter motivação para estudar.

Redigido por Angela Oliveira

Mãe de três, esposa em treinamento há mais de duas décadas, nerd assumida e karateca por paixão. Ama escrever e procura sempre as melhores informações para compartilhar e deixar seu dia a dia mais leve, simples e gostoso.

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