novo teste do pezinho
Imagens: Reprodução Jornal da USP

Médico brasileiro é premiado por criar novo teste do pezinho

O novo teste, que continua sendo feito nos primeiros dias do nascimento, pode identificar mais de 50 doenças.

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O médico Antonio Condino-Neto, professor sênior do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, criou um novo teste do pezinho capaz de identificar mais de 50 doenças.

Por conta da criação, o professor foi o vencedor da quinta edição do Prêmio Dasa de Inovação Médica na categoria Inovação em Genômica.

Realizado pela rede de laboratórios e hospitais Dasa, em parceria com a revista Veja Saúde, o prêmio é uma das principais iniciativas do setor para reconhecer profissionais que fazem a diferença na ciência e na saúde brasileira.

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A premiação é um reconhecimento do seu projeto Rastreio de Doenças da Imunidade pelo novo Teste do Pezinho, que ampliou para mais de 50 o número de doenças que podem ser diagnosticadas no teste do pezinho aplicado no Sistema Único de Saúde (SUS).

Desenvolvido no Laboratório de Imunologia Humana do ICB-USP, o novo teste do pezinho está sendo substituído gradualmente no SUS, conforme a Lei nº 14.154, sancionada em maio de 2021.

“Recebo com muita alegria essa premiação. É um projeto muito importante, pois teve o seu desdobramento prático e já está sendo aplicado por prefeituras e estados, sendo essencial para a saúde pública e para nossas crianças”, afirma Condino-Neto.

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Desde que foi sancionada a substituição do teste, só na cidade de São Paulo mais de 200 mil recém-nascidos foram beneficiados.

Realizado entre o terceiro e o quinto dia de vida do bebê, por meio da coleta de gotas de sangue dos pés, o exame identifica doenças genéticas que, se não forem identificadas e tratadas de forma adequada, impactam o desenvolvimento e a saúde da criança.

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Até 2021, o teste do pezinho incorporava seis doenças: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, síndromes falciformes, fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita.

Agora, no novo teste do pezinho, foram introduzidas as doenças relacionadas à imunodeficiência primária, causadas por erros inatos da imunidade — grupo que compreende 485 patologias, como por exemplo a síndrome linfoproliferativa autoimune e a anemia de Fanconi.

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O Teste do Pezinho Ampliado tem como base dois biomarcadores para o diagnóstico desses erros, os pedaços de DNA TREC e KREC, subprodutos de receptores das células T e B do sistema imune. Eles são capazes de mensurar o quão funcionais são as células de defesa do paciente.

Para a validação clínica dos exames, Condino-Neto contou com a contribuição do Instituto PENSI (Pesquisa e Ensino em Saúde Infantil), entidade vinculada ao Hospital Infantil Sabará, que também foi premiada, e o Instituto Jô Clemente.

As pesquisas, desde seu início, contaram com o financiamento da Fundação Jeffrey Modell, Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Ministério da Saúde (modalidade Pronas).

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O Teste do Pezinho Ampliado faz parte das iniciativas do Ministério da Saúde para o aprimoramento do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN).

Compartilhado de Jornal da USP, por Gabriel Martino, da Acadêmica Agência de Comunicação

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