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Ser madrasta: os desafios na relação com os enteados

A relação entre madrasta e enteados pode ser um mar de rosas, se o respeito e o interesse forem valorizados

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Ainda existem tabus e preconceitos sobre ser madrasta. Algumas pessoas acreditam que a madrasta não deve se meter na educação das crianças, quando a mãe ainda é presente.

Outros entendem que a madrasta deve participar ativamente da educação das crianças, já que faz parte da rotina delas.

Em todo caso, as madrastas passam por desafios que precisam ser vencidos com amor e paciência, e merecem saber que não estão sozinhas nesse barco.

O estereótipo da madrasta

O primeiro desafio que as madrastas enfrentam ao começarem a namorar ou se casarem com alguém que tem filhos é desconstruir o estereótipo de mulher má que não gosta dos enteados nem da mãe deles, e fará o que puder para estragar essa relação.

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Claro que existem madrastas ruins, assim como existem péssimas mães biológicas. Mas grande parte das madrastas desejam se integrar à família do namorado ou marido, demonstrando suas boas intenções e o respeito por aquele seio familiar.

Madrastas se sentem proibidas de perder a linha

É como se as madrastas tivessem que assumir o papel da mãe na ausência dela, mas não tivessem o direito de perder a paciência e dar uma bronca, do mesmo jeito que a mãe faz.

Muitas madrastas se sentem proibidas de agir naturalmente, como se precisassem apenas receber a aprovação de todos à sua volta.

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Às vezes essa sensação é real, pois a pressão existe de fato. Mas, outras vezes, é um sentimento movido pelo medo da desaprovação ou de conflitos com os enteados, mas que não traduz a realidade.

Como ser uma boa madrasta, sem pressão e desconforto?

Bem, não se pode fingir que o estereótipo sobre a madrasta não existe, mas é possível mostrar ao marido, aos filhos dele e até a mãe deles que você, a madrasta, é uma pessoa que surgiu para somar, e não para dividir.

Então, algumas dicas de como agir nas situações rotineiras ajudam a formar um laço de afeto entre a família e a madrasta, mesmo que leve algum tempo até que todos se adaptem:

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Respeito em primeiro lugar

Respeite as crianças e os adultos, e faça isso de todas as formas que gostaria que fizessem com você: seja respeitosa no jeito de falar e agir, respeite o espaço privado dos filhos e respeite o tempo deles com o pai. Você não é uma rival, mas sim, uma amiga de confiança.

Você não está substituindo ninguém

Mesmo que a mãe das crianças não esteja mais presente, a madrasta não tem que substitui-la. Você continua sendo quem é, no seu papel de grande amiga que dá suporte na educação das crianças, mantendo o pai como principal responsável na casa.

Com o tempo e a aproximação, a relação pode ficar mais íntima, ao ponto de as crianças quererem chamá-la de mãe, caso a mãe biológica não participe da rotina dos filhos. Não precisa acontecer, mas é bastante comum, e está tudo bem.

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Demonstre interesse

A partir do momento em que você decide namorar ou se casar com um homem que tem filhos crianças ou adolescentes, você não pode ignorá-los ou agir de forma imatura, como se estivesse competindo pela atenção do pai.

O melhor a fazer é querer estar presente na vida das crianças, demonstrando interesse por elas, mas sem invadir a privacidade. Não force a barra, apenas esteja ali, disposta a conversar, ensinar e brincar.

Não fale mal de um para o outro

O ditado popular é claro: “quando Pedro me fala mal de João, sei mais de Pedro do que de João”. Ou seja, não fale mal da mãe das crianças, nem para elas e nem para o pai. Não fale mal do pai para as crianças e nem para a ex-mulher dele. Não fale mal dos filhos para o pai. Evite criar conflitos, pois você é quem vai sofrer mais com as consequências.

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