doar parte do fígado
Imagens: Reprodução Arquivo Pessoal

Jovem viaja do Amapá a SP para doar parte do fígado

O menino aguardava na fila de transplante há dois anos e agora vai receber o que precisa para viver saudável.

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Mateus Furtado, de 22 anos, viajou do Amapá até São Paulo para doar parte do fígado e salvar a vida de Derick Pereira, de apenas 7 anos.

O menino aguardava na fila de transplante há dois anos. Ele foi diagnosticado com Colestase Crônica, uma condição que leva a interrupção do fluxo da bile do fígado ao duodeno.

Como não encontrava um doador compatível e nem um tratamento que restaurasse a saúde do menino, a mãe dele, Taynan Apinage, decidiu que iria para São Paulo em busca de mais oportunidades.

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“Chegamos em dezembro de 2020 e nas consultas já disseram da necessidade urgente de fazer um transplante. Aí começou a correria por um doador”, disse a mãe do garoto.

Taynan, o avô do menino, uma amiga da família e dois outros voluntários tentaram ser doadores, mas não puderam.

O pai, mesmo sabendo do risco de vida da criança, se recusou a passar pelos exames. “Abandonou o Derick”, lamentou Taynan.

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Mas, foi em São Paulo, no mês de setembro, que os destinos de Derick e Mateus se cruzaram. Sensibilizado pela história do menino, o jovem fez todos os exames e não hesitou em ajudá-lo quando descobriu que era um doador compatível.

A história de Derick chegou até Mateus pela prima dele, Simone Cruz, que estava na mesma casa de apoio que a família do menino, e se comprometeu em ajudá-los.

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“Ficamos numa casa de apoio e lá eu conheci várias pessoas e uma delas foi a prima do Mateus, que antes de ir embora pediu pra eu passar pra ela as imagens da divulgação que eu fazia e ela disse que iria fazer campanha no estado dela e iria conseguir um doador”, disse Taynan.

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Poucos dias depois, Simone entrou em contato com Taynan dando a notícia boa. Foi quando eles começaram procedimentos documentais para Mateus doar parte do fígado.

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Mateus trabalha como barbeiro no Amapá. Ele conta que, apesar da vida simples, a família sempre foi motivada em fazer o bem para o próximo.

Quando ele soube da história do Derick, não pensou duas vezes e decidiu que iria doar parte do fígado para salvar a criança.

“Minha família toda é doadora. Meu pai e meus irmão são doadores de sangue, e tenho um irmão que é doador de medula óssea. Quando soube do Derick através da minha prima e que eu tinha o mesmo tipo sanguíneo dele, tive logo o interesse em doar e ajudar ele”, disse o jovem.

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