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Interação medicamentosa: bebidas e remédios funcionam juntos?

Entenda o porquê que não se deve misturar esses dois elementos e o que pode acontecer no seu corpo, caso o faça

Crédito: Freepik

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Uma coisa é certa: não se pode tomar medicamentos sem orientação médica. Só que muita gente ignora essa dica e pior, nem dá uma olhadinha na bula para ver se vai ter problema. E o que dizer da bebida alcoólica, que tem tanta influência sobre o funcionamento das substâncias? Veja então o que é de fato essa interação medicamentosa e quais são as consequências para o seu corpo, com a lista das mais comuns.

O que é interação medicamentosa

De acordo com o Ministério da Saúde, a interação medicamentosa acontece quando os “efeitos de um remédio são alterados pela presença de outro, bem como pela mistura com fitoterápicos (os chamados remédios naturais), alimentos, bebidas ou algum agente químico ambiental – como o calor emanado pelo chuveiro de casa”.

Ou seja, é muito mais complexo do que somente deixar de tomar remédios diferentes juntos. É por isso que você sempre deve perguntar ao seu médico se deve complementar o tratamento com outro natural. Não é por que vem das plantas, que não vai interagir, prejudicar ou modificar o comportamento do alopático.

Além disso, algumas misturas podem trazer consequências negativas para o seu corpo. Elas causam dores, inflamações, prejudicam o funcionamento de alguns órgãos e podem até mesmo leva à morte. Claro que a bebida alcoólica também está nessa lista, sendo uma péssima escolha por diversos motivos.

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Lista de interações mais comuns

A interação medicamentosa nem sempre é ruim, quando alguns alimentos e atitudes podem potencializar o efeito dos remédios. Porém, toda interação com álcool é prejudicial, em determinada intensidade. Alguns remédios mais do que outros, como antibióticos, contra depressão, insulina e anticoagulantes, que resultam em piores resultados. Veja a lista de interações com álcool mais comuns:

  • Paracetamol: nada de misturar remédio para febre ou dor com bebidas alcoólicas. Isso pode levar a lesões no fígado e se persistir, pode levar a óbito;
  • Ansiolíticos, hipnóticos e sedativos: a mistura é extremamente perigosa, podendo levar a ataques cardíacos, hipotermia e falta de ar crônica;
  • Antibióticos: quando se mistura antibióticos e álcool pode apresentar problemas como hipotensão, taquicardia, enjoo, sudorese, forte dor de cabeça e confusão;
  • Aspirina e anti-inflamatórios: o consumo de álcool com esses tipos de medicamentos pode causar hemorragia estomacal;
  • Anti-histamínicos: tomou o remédio para alergia e acha que tudo bem tomar uma cervejinha? Pense bem, pois essa mistura não apenas causa sedação como também pode comprometer a habilidade psicomotora;
  • Insulina: ao consumir bebida alcoólica, enquanto usuário de insulina, há maiores chances de sofrer com hipoglicemia;
  • Anticoagulantes: a mistura pode levar a uma redução do metabolismo, além de aumentar o efeito do remédio, podendo causar sérios problemas.

Como você pôde ver, por mais inocente que pareça o medicamento, a mistura com bebida alcoólica é sempre uma péssima ideia. Então, cuidado com o seu corpo e atenção às misturas de remédios com álcool, sempre respeitando as regras descritas na bula e dadas pelo seu médico de confiança.

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