exames para diagnostico de demencias
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Saiba quais exames podem ser feitos para diagnosticar a demência

Veja quais são os quatro principais tipos de demência e os exames feitos para diagnosticá-las

De acordo com um artigo publicado no Brazilian Journal of Psychiatry, as quatro causas mais frequentes de demência na prática clínica são Doença de Alzheimer, demência vascular, demência com corpos de Lewy e demência frontotemporal. Para o diagnóstico dessas condições são realizados exames neurológicos, avaliação neuropsicológica, exames laboratoriais e de neuroimagem, conforme a necessidade de cada caso.

1. Doença de Alzheimer

O Alzheimer é a mais frequente causa de demência, respondendo por mais de 50% dos casos em pacientes com mais de 65 anos. O primeiro sintoma costuma ser o declínio da memória, principalmente de fatos recentes. Depois surgem alterações cognitivas e comportamentais, mas o funcionamento motor e sensorial ainda ficam preservados até as fases mais avançadas.

O diagnóstico começa pela observação dos sintomas compatíveis com a doença e a exclusão de outras demências por meio de exames laboratoriais e de neuroimagem estrutural, como tomografia computadorizada e ressonância magnética. Mas a confirmação do diagnóstico só é possível após exame anatomopatológico do tecido cerebral, que é a chamada biópsia.

2. Demência vascular

O termo “demência vascular” se refere a quadros demenciais causados pela presença de doenças cardiovasculares. Essa é a segunda causa mais frequente de demência em países ocidentais. Os fatores de risco são idade, hipertensão arterial, diabetes, dislipidemia (níveis elevados de lipídios no sangue), tabagismo, doenças no cérebro e cardiovasculares, entre outros.

Assim como no Alzheimer, o diagnóstico é baseado no histórico clínico do paciente, avaliação neuropsicológica e exames de neuroimagem (ressonância ou tomografia). Para chegar a um diagnóstico, os médicos precisam encontrar uma relação entre o comprometimento cerebrovascular e o quadro demencial do paciente. Mas, não é tarefa fácil e nem sempre os resultados de todos os exames chegam às mesmas conclusões.

3. Demência com corpos de Lewy

Essa doença é a terceira causa mais frequente de demência em estudos de autópsias realizados em vários centros de pesquisa. É caracterizada por um quadro de demência em que ocorrem flutuação dos déficits cognitivos em questão de minutos ou horas, alucinações visuais bem detalhadas, vívidas e recorrentes, e sintomas de Parkinson.

No início da doença, as funções executivas e as habilidades visuoespaciais são as mais afetadas, enquanto a memória fica relativamente preservada, e esses fatores combinados são essenciais para o diagnóstico que diferencia esse tipo da Demência Vascular. Porém, se o paciente começar a ser investigado em uma fase mais avançada, fica mais difícil identificar essas diferenças, mesmo por meio dos exames, pois os sintomas ficam mais parecidos.

4. Demências frontotemporais

Nesse tipo de demência os sintomas são diferentes. O paciente apresenta alterações precoces de personalidade e de comportamento, além de alterações de linguagem. Ele pode passar por fases de isolamento social, apatia, perda de crítica, desinibição, impulsividade, irritabilidade, inflexibilidade mental, sinais de hiperoralidade e descuido da higiene pessoal. A memória e as habilidades visuoespaciais ficam relativamente preservadas.

Da mesma forma que nas outras demências, o diagnóstico começa com avaliação do histórico clínico do paciente, exames neurológicos e identificação de perfil característico conforme a avaliação neuropsicológica.

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