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E se o governo imprimisse mais dinheiro para dar aos pobres?

Se você já pensou nisso, entenda por qual motivo essa ideia não funcionaria
Crédito: Pexels

O Brasil tem passado por diversas crises econômicas ao longo da sua história, tendo uma desigualdade social absurda. Quase 30% da renda do país está nas mãos de apenas 1% da população, segundo a Pesquisa Desigualdade Mundial 2018. Será que esse problema seria resolvido se o governo imprimisse mais dinheiro?

O que aconteceria governo imprimisse mais dinheiro

e se o governo imprimisse mais dinheiro
Crédito: UOL Economia

Se a quantidade de moedas simplesmente aumentasse, sem a devida valoração econômica, se teria como resultado outra hiperinflação. E ninguém quer viver essa época novamente, concorda?

E como é possível que mais dinheiro possa gerar uma crise? Ele não é a solução? Na realidade, não. O dinheiro por si só é um pedaço de papel. O que lhe atribui status de valor é a economia.  Só se pode imprimir mais dinheiro, se a economia estiver rodando tão bem que faltam moedas para sustentá-la.

Se você simplesmente imprime dinheiro para abafar uma crise, veja o que pode acontecer:

  • Hiperinflação: as moedas são utilizadas pelo governo para sanar suas dívidas, o que injeta automaticamente as mesmas na economia. Com mais dinheiro circulando rapidamente, as empresas não conseguem acompanhar o consumo e têm que aumentar o preço para manter o balanço e não ficar sem produto. Se chama lei da oferta e demanda;
  • Redução da capacidade de compra: como os preços vão subir substancialmente para segurar produtos na prateleira enquanto as empresas tentam produzir mais – lembre-se que é necessário tempo para aumentar a produção de um item – a capacidade de compra do cidadão vai ser reduzida;
  • Empresas quebrando: as empresas que investiram para aumentar a produção não terão como vender seus novos produtos, pois o mercado virou, passando de uma superdemanda para a simples falta de clientes, pois tudo ficou mais caro e o poder de compra diminuiu;
  • Instabilidade financeira: além da hiperinflação, o mercado vai sentir também a alta do dólar e outras moedas estrangeiras, dada a desvalorização do real. Quer saber como vai pesar no seu bolso? Parta do princípio que a saca de farinha, do pãozinho da esquina, é negociada em dólar. Já viu que até o café da manhã entra em risco nessa história;
  • Quebra do sistema e falta de confiabilidade: taxas de juros altíssimas, hiperinflação, queda do poder de consumo, empresas fechando, desemprego, mais miseráveis. Esse é apenas o início do processo que quebra do sistema, gerando falta de confiança do investidor externo, o que irá gerar uma fuga de moeda estrangeira e adivinha? Lá se vai o pãozinho com café.

De forma simplória e reduzida, seria isso o que aconteceria se o governo imprimisse mais dinheiro. O Brasil acabaria como a Alemanha da década de 20, que queimava notas de dinheiro ao invés de lenha, pois o valor delas era menor.

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