Como estão os seus hábitos de sono? Mais do que ficar cansado, dormir menos de seis horas por noite aumenta os riscos de aterosclerose. Uma boa noite de sono é fundamental para a recuperação física e mental, prevenindo diversas doenças.
Conheça o estudo

De acordo com a pesquisa realizada em uma Universidade em Massachussetts e publicada recentemente no Journal of American College of Cardiology, por uma equipe composta por 14 estudiosos de diversas áreas, dormir menos de seis horas afeta a sua saúde.
Foram monitoradas 2.974 pessoas, com idade média de 45 anos, através de registros actigráficos – com aparelhos que detectam movimentos. Essa análise durou uma semana e 62.6% dos participantes eram do sexo masculino, sendo divididos em quatro grupos por quantidades de horas dormidas:
Foi analisada também a qualidade do sono, com a quantidade de vezes que os participantes levantavam ou se mexiam. Foram realizadas ultrassonografias vasculares carotídeas e femorais em 3D, além da tomografia computadorizada cardíaca, a fim de verificar a aterosclerose e calcificação.
Resultados da pesquisa

Foi observado que as pessoas que dormem mal ou pouco, tem maiores riscos de desenvolver aterosclerose. Esse aumento é de 27%, dada a maior carga aterosclerótica percebida no ultrassom vascular 3D, quando comparadas às pessoas que dormem entre 7 e 8 horas.
Para os pesquisadores, isso mostrou a importância de se ter entre 7 e 8 horas de sono todas as noites. Se observou também que dormir mais do que oito horas também aumenta ainda mais o risco de inflamações e problemas futuros, com um acréscimo de 34% de chance.
Outro pesquisador do grupo, Valentin Fuster, afirmou que, se as horas de sono são menores, porém a qualidade é maior, pode-se reduzir os efeitos negativos.
Outros resultados

Através da sondagem dos hábitos dos pesquisados, comprovou-se também que o consumo de bebidas alcoólicas não ajuda na qualidade do sono, como se imagina popularmente. Na realidade, faz com que o sono chegue e se vá rapidamente, acordando no meio da noite e com dificuldade para dormir novamente, o fazendo sem qualidade.
O consumo de café também foi analisado no estudo, mostrando que apesar de existir comprovação de que faz bem ao coração, ele também pode ser prejudicial, se atrapalhar o sono. Mas não existe um horário ou quantidade padronizados para se saber como ingerir, pois depende da velocidade da metabolização de quem ingere.
Para Fuster, apesar dos resultados surpreendentes e empolgantes, o maior diferencial desse estudo consiste em seu olhar sobre a saúde, focando não na doença do sistema cardiovascular e sim no bom funcionamento do sistema, acompanhando a tendência da medicina preventiva do que corretiva.

