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O que saber sobre depressão na gravidez

Em um momento tão exigente da vida da mulher, é preciso ter uma atenção maior na saúde mental

depressão na gravidez
Crédito: Freepik

A depressão na gravidez não é somente uma tristeza, não é porque a mãe não queria o bebê, nem por falta de oração ou qualquer coisa do tipo. Entenda melhor o que é, como evitar e tratar essa doença tão séria.

“Você deveria estar feliz”, “quantas mulheres tentam e não conseguem”, “ora que passa”, “valorize mais sua vida”, etc. Quantas dessas frases infelizes a gestante em depressão ainda tem que ouvir?

Depressão é uma doença e não uma tristeza momentânea. E a mamãe que sofre com esse mal muitas vezes não tem informação do que é, assim como os que vivem com ela.
Então a primeira coisa a fazer é identificar quis são os sinais, para depois buscar formas para resolver.

Sintomas de depressão na gravidez

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Crédito: Unsplash

Ficar triste, preocupada, pensando no futuro de vez em quando, é normal – e até esperado. Então como saber o que é somente uma tristeza ou quando é algo mais sério? Conheça os sintomas da depressão na gravidez.

1. Preocupada o tempo todo

Diversos pensamentos sobre o futuro, dinheiro, educação, relacionamento e muito mais, todos com cunho negativo, durante todo o dia. Muitas gestantes dizem pensar em tragédias, problemas e complicações na gravidez, doenças no feto e similares.

A mente parece não parar para descansar, sempre criando teorias complexas de coisas que podem vir a acontecer (ou não).

2. Nada é divertido

Sabe aquelas atividades que faziam tão bem? Ficaram sem graça, cansativas e nada interessantes. As piadas não fazem sentido, os filmes escolhidos passam longe da comédia, as músicas refletem o estado de espírito.

3. Sentimento de vazio

Parece que um buraco, vazio e pesado, está no seu peito, como se nada mais fizesse sentido. As coisas perdem a cor e os sons passam a incomodar, só aumentando esse sentimento de nada.

4. Falta de concentração

Procrastinação, seja no trabalho ou até mesmo com as coisas do bebê, e falta de concentração são constantes nos dias de gestação. A mente insiste em não parar quieta, sempre saltando entre pensamentos e sentimentos.

5. Instabilidade emocional

Irritação, tristeza, lágrimas e muitas respirações profundas. Todos os sintomas de um estado emocional fragilizado.

Qualquer coisa pode ser o gatilho para o início de uma discussão ou para outra crise de choro, seja uma palavra, uma música ou até uma lembrança.

6. Problemas com sono

Ou não consegue dormir direito ou não quer fazer outra coisa senão descansar. Problemas com sono são uma constante entre as gestantes, mas o caso é bastante agravado com a depressão na gravidez.

7. Fadiga o dia todo

A futura mamãe que já acorda exausta, passa o dia se arrastando e dorme muito mal, pode estar sofrendo com a depressão. Uma boa noite de sono é fundamental para ajudar nessa fase tão complicada.

8. Desesperança

Pessimismo, tudo vai dar errado, falta de ânimo e de esperança são sentimentos recorrentes nesses casos. O sentimento de perda de tempo também, como se nada mais valesse a pena.

9. Sensação de que algo perigoso está prestes a acontecer

Vive em alerta constante, como se, a qualquer momento, alguma coisa terrível pudesse acontecer. O coração dispara, o corpo sua e a mente divaga entre todos os pensamentos pessimistas do dia.

10. Culpa e inutilidade

O sentimento de culpa constante, por não estar valorizando ou curtindo o momento, é muito grande. Além disso, a sensação de inutilidade toma conta por alguns momentos.

Causas

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Crédito: Freepik

Antigamente acreditava-se que eram somente os hormônios da gravidez que a provocavam, o que não está incorreto, somente incompleto.

Já se sabe que o principal fator para o aparecimento desse problema é o estresse da gestação que pode aparecer a qualquer momento e que pode ter diversas causas:

  • Depressão prévia, seja na gestante ou familiares;
  • Crises de ansiedade;
  • Relacionamentos familiares conturbados;
  • Casamentos conturbados;
  • Perda de algum filho ou mesmo aborto;
  • Relacionamentos abusivos;
  • Gestação sem planejamento, surpresa;
  • Dificuldades na gestação.

Depressão na gravidez afeta o bebe?

Infelizmente, sim. Pesquisadores do Instituto de Psiquiatria e Neurociência do King’s College London, no Reino Unido descobriram que mães com depressão gestacional dão à luz a bebeês mais sensíveis ao estresse.

Os pesquisadores estudaram 106 mulheres grávidas a partir da 25ª semana de gestação. Desse total, 49 delas foram diagnosticadas com depressão e não tomaram medicamentos para tratar a doença. Através de amostras de saliva e de sangue, eles analisaram a produção de cortisol, o hormônio associado ao estresse.

A partir do nascimento, os cientistas analisaram os bebês aos seis dias de vida, oito meses e 1 ano. Aqueles que nasceram de mães com depressão se mostraram mais hiperativos, chorosos e produziram cortisol em circunstâncias que as demais crianças reagiram com naturalidade.

Ainda assim, isso não é o fim do mundo para a mamãe que está sofrendo com a depressão. O foco é em ficar boa logo, por ela e pelo bebê. Por isso, é importantíssimo buscar tratamento.

Tratamento

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Crédito: Unsplash

Assim que perceber os sintomas, é fundamental que se busque o apoio de um médico e psicológico, pois doença não se cura com chazinho, conversa ou oração.

Além disso, a gestante deve:

  • Manter a prática de alguma atividade física, podendo ser dança, yoga, caminhada ou o que gostar de fazer;
  • Conversar muito, não somente com o psicólogo, mas com a família, amigos, ou seja, desabafar;
  • Procure viver um dia de cada vez, sem colocar expectativa demais no futuro;
  • Procure grupos de apoio de mães e mães com depressão;
  • Escolha os alimentos corretos, sempre com autorização do seu médico ou nutricionista.

Como evitar

Percebeu os primeiros sinais, mas a depressão na gravidez ainda não se instalou? Então coloque em prática essas formas de prevenção:

  • Não tente ser perfeita o tempo todo. Você vai se enganar em algum momento, não vai saber o que fazer e vai se cansar sim, respeite seus limites;
  • Seja parceira do papai, e tracem juntos as estratégias para cuidar do bebê;
  • Faça atividades físicas constantemente, liberando endorfina no corpo;
  • Reduza a quantidade de cobranças sobre você, seja de você mesma ou dos outros;
  • Divida as tarefas da preparação, para reduzir o estresse e a procrastinação;
  • Sabe aquela tia que sabe tudo? Deixe que ela fale e aquilo que não servir, apenas esqueça;

Se você conhece alguém que está enfrentando esse problema, então não hesite e tente ajudar! Não deixe a grávida sozinha por muito tempo, converse com ela tentando perceber seus medos e tristezas, fale de coisas positivas e incentive-a a criar hábitos saudáveis de forma a melhorar a disposição da futura mamãe.

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