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Dependência do celular: sintomas e como lidar

Saiba como reconhecer os sinais e danos gerados por esse enorme problema da modernidade

dependencia do celular

A nomofobia consiste no medo de estar sem o celular disponível para uso. Esse é um cenário muito comum na atualidade,  porém essa dependência do celular pode gerar consequências físicas e psicológicas severas; o que ratifica a necessidade de se conhecer os sintomas e de se buscar entender como funciona esse problema que caminha, a passos largos, para se tornar uma das principais doenças do século.

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Sintomas de dependência do celular

A nomofobia é muito presente atualmente, é caracterizada pela ansiedade e pela necessidade de preencher alguma lacuna gerada em interações sociais que não foram bem-sucedidas. Portanto, é importante perceber os diversos sintomas da dependência do celular.

1. Conferir o celular compulsivamente

Claro que esse ato pode ser motivado pela espera de um resultado ou outro feedback importante, mas se ele for praticado de maneira constante pode ser um indício de que a pessoa está viciada.

Checar o celular frequentemente, com base em sons despertados pelo toque de notificação, pode ser considerado um caso de condicionamento clássico – proposto por Pavlov – e pode motivar o vício.

Essa explicação consiste em um estímulo condicionado (que seria o toque de notificação) atrelado ao estímulo incondicionado (o teor da mensagem, geralmente positivo), gerando uma resposta condicionada (que seria conferir o celular compulsivamente), com o intuito de obter a resposta incondicionada (que é a relação afetiva com o teor da mensagem).

Inclusive, se tal ação ocorrer frequentemente, logo depois de uma notificação, pode ser um sinal de condicionamento operante, assim como explica Skinner. Ou seja, a notificação seria um reforço positivo – representado pela aceitação social – e a resposta seria a ansiedade desencadeada por esse estímulo para visualizar a mensagem, fator que também desencadeia muitas alterações comportamentais fora do âmbito virtual.

2. Alterações de humor pela ausência do aparelho

Há pessoas que criam tamanha dependência do celular que não conseguem ficar longe do aparelho, chegando ao ponto que não ter o celular perto se torna uma tarefa penosa e repleta de reclamações. A pessoa sente ansiedade e um profundo vazio, como se estivesse faltando algo.

3. Comprometer relações reais

A partir do momento em que a pessoa demonstra descaso com entes amados e opta por utilizar a tecnologia frequentemente, evitando passar bons tempos com eles, pode indicar vício. Perceba se esse indivíduo diariamente opta por se isolar no celular ou leva-lo para a mesa de almoço, pois isso pode indicar dependência.

4. Não dar a devida atenção aos hobbies

Todas as pessoas possuem atividades que não são relacionadas à tecnologia e que elas amam praticar. Os hobbies não desgastam mentalmente e são benéficos para o seu estado emocional. Assim, se alguém opta frequentemente por substituir um hobby pelo uso de celular, pode estar dependente.

5. Mentir sobre o tempo de uso

Esse é um sintoma muito comum de dependência ao equipamento, já que a mentira serve para acobertar os excessos. Esse ato pode ser para enganar quem está em volta e continuar mexendo “em paz” no celular ou até mesmo para se iludir e fingir que está tudo bem. Essa mentira é planejada conscientemente, com o intuito indireto de enganar o subconsciente e os seus valores morais.

Consequências

O uso exacerbado do celular gera diversos prejuízos para quem o faz: sejam eles físicos ou psicológicos. Confira abaixo as consequências e veja o porquê da nomofobia caminhar para ser uma das principais doenças do século.

1. Coluna torta

Ao mexer no celular, muitas pessoas o fazem de maneira torta, o que força algumas partes da coluna vertebral. Assim, uma das consequências da dependência do celular é a presença de desvios na coluna, principalmente na região da cervical.

2. Lesão por esforço repetitivo

A lesão por esforço repetitivo (LER) é um problema que gera intensas dores, motivadas pela repetição frequente de um mesmo movimento que force sempre as mesmas partes do corpo. Assim, pessoas que são viciadas em mexer no celular podem desenvolver LER, devido ao movimento repetitivo com os polegares para digitar, durante um grande período.

3. Ansiedade

Ansiedade, tristeza e sensação de vazio, podendo culminar em depressão. O que de início era uma excelente maneira de expandir vínculos se torna uma prisão. Ao passo em que se tenta escapar, o organismo corta a liberação de dopamina (considerado o hormônio do prazer), o que gera angústia e desespero.

Como lidar com dependência do celular

Para resolver a dependência com esse dispositivo móvel e acabar com o vício, é importante que se regule o uso, ao estabelecer uma meta de horas diárias. Afinal, cortar totalmente a utilização do celular não é uma escolha boa, já que a pessoa apenas terá mais vontade de navegar e ficará excluída da dinâmica social, que utiliza amplamente esse dispositivo.

Acompanhado desse controle, é necessário que sejam apresentadas alternativas divertidas ao consumo de celulares. Isso porque, a dependência do celular pode ser fruto de uma tentativa de se isolar de um meio tóxico e estressante ou para fugir de alguma situação difícil, sendo uma espécie de consolo em um universo paralelo.

Envie esse texto para uma pessoa que precise saber sobre os perigos que envolvem a dependência do celular e colabore para a formação de um estilo de vida mais saudável!

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