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Crises de raiva nas crianças: por que acontecem e como ajudar a superar?

A raiva infantil é um sentimento normal, mas que pode ser controlado e minimizado com a ajuda e o exemplo dos adultos

É normal que as crianças tenham algumas crises de raiva por semana. Isso ocorre porque elas ainda não são capazes de lidar com suas emoções e ficam frustradas quando algo acontece diferente de como esperavam.

Então, cabe aos pais e responsáveis ajudar a criança a entender o que está sentindo para aprender a lidar com a frustração. Mas, como fazer isso sem perder a paciência e sem prejudicar o desenvolvimento emocional dos pequenos?

As crises de raiva precisam acontecer

Em primeiro lugar, os pais devem saber que as crises de raiva fazem parte da primeira infância. Em um momento de frustração, a criança pode chorar, gritar, morder, bater, chutar e jogar as coisas. Essas reações ocorrem porque o córtex pré-frontal no cérebro ainda está imaturo e se desenvolvendo.

Além do fator mecânico, esse sentimento de desconforto e decepção é necessário para o processo de desenvolvimento emocional, pois é a partir dessas vivências que a criança vai descobrir a autoconfiança e a resiliência.

Mas, claro, ela vai precisar da orientação de adultos que já tenham essas características em sua personalidade e que sirvam de exemplo.

Como ajudar uma criança com raiva?

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Quando uma criança tem uma crise de raiva, os pais precisam entender pelo que ela está passando e ajudá-la a encontrar formas de regular essa raiva. Não adianta brigar, nem mandar a criança parar senão vai ficar de castigo. Ela precisa saber o que fazer para se acalmar e precisa enxergar alternativas para lidar com a frustração da próxima vez.

Então, na prática, os pais devem pegar a criança, fazê-la se sentir acolhida e incentivá-la a respirar e prestar atenção em si mesma. Nesse momento, esteja na altura dos olhos da criança e transmita calma, dizendo que está tudo bem. Respire junto com ela e acalme-a.

Quando a crise estiver passando, também é válido começar uma atividade que estimule a tranquilidade, como fazer um jogo de quebra-cabeça, de memória ou outro desafio simples. Se tiver um animal de estimação, fazer carinho nele pode ajudar.

A criança pode ficar mais calma apertando massinhas ou slime, escrevendo uma carta sobre o que está sentindo, fazendo uma meditação guiada para crianças ou recebendo uma massagem calmante.

Veja também: meditação para crianças — benefícios e como fazer em casa

Quando a crise terminar, vocês devem se sentar e conversar sobre o que aconteceu. Essa é uma ótima maneira de você conhecer os gatilhos de raiva do seu filho. Não adianta fazer isso na hora da raiva, pois a criança estará bloqueada.

Lembre-se, por fim, de valorizar quando a criança conseguir se controlar e substituir a raiva para um sentimento positivo. Parabenize-a, dizendo que está orgulhoso de como ela lidou com o sentimento.

Seja o exemplo

Por mais que os pais estejam ocupados no momento de um acesso de raiva da criança, eles sempre precisam dar o exemplo. É necessário se manter calmo, parar o que estiver fazendo e ajudar a criança a lidar com o momento. Não deixe para depois o que precisa ser feito agora, pois é nesse exato momento da crise de raiva que você estará desenvolvendo a maturidade emocional do seu filho.

Além disso, dar o exemplo é saber lidar com as suas próprias crises de raiva. Se você esbravejar, quebrar coisas e ofender pessoas no momento de raiva, e seu filho presenciar, não pode querer que ele aja de forma diferente. Os filhos copiam o comportamento dos pais. Então, aja como você quer que o seu filho aja.

De olho em outros sintomas

Em alguns casos, a criança apresenta crises de raiva muito frequentes e agressivas. Se achar que as atitudes dela nesse momento estão além do normal e incontroláveis, mesmo aplicando as dicas já mencionadas, vale pesquisar mais sobre possíveis problemas como Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), autismo, transtorno obsessivo-compulsivo e Síndrome de Tourette. Quem poderá identificar e tratar esses transtornos é o médico psiquiatra.

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