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Cigarros eletrônicos têm quantidades alarmantes de metais pesados

Proibidos no Brasil, esses equipamentos são perigosos para a saúde

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Crédito: Pixabay

O uso de cigarros eletrônicos é proibido no Brasil desde 2009, quando foi publicada a resolução RDC 46/2009, determinando que “fica proibida a comercialização, importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar”. A justificativa da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é exatamente a falta de segurança desses equipamentos. Mais um argumento entre para validar essa tese: pesquisa aponta que os cigarros eletrônicos têm quantidades alarmantes de metais pesados tóxicos.

Cigarros eletrônicos e metais pesados

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Crédito: Pixabay

Realmente, a quantidade de nicotina ingerida por um fumante desse tipo de cigarro é apenas um pouco superior à do fumante passivo do cigarro comum, mas o problema está nos metais pesados.

Apenas para você ter uma ideia, o cigarro eletrônico coloca dentro do seu corpo diacetil, formaldeído, dietilenoglicol, nitrosamina, chumbo, níquel, cromo, arsênio, diacetil e manganês. E isso é só o começo.

De acordo com o estudo que foi publicado na Environmental Health Perspectives, a fumaça do cigarro eletrônico tem metais tóxicos como o cromo, níquel e chumbo e outros que se tornam perigosos, se inalados, como o manganês e zinco.

Nesse estudo, foram coletados 56 cigarros eletrônicos e analisados tanto o líquido remanescente, depois de utilizado, quanto a bobina. Foi feito o cálculo dos metais presentes e a quantidade da sua projeção na fumaça do aparelho.

Foi concluído que a quantidade de chumbo, níquel, cromo e manganês estava muito acima do que é considerado como saudável, sendo encontrados 15 metais, ao todo, na fumaça expelida.

De acordo com o site oficial do estudo, “a inalação crônica desses metais tem sido associada a danos nos pulmões, fígado, sistema imunológico, cardiovascular e cerebral, e até mesmo em cânceres”.

Riscos relacionados

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Crédito: Freepik

E de que forma esses metais poderiam fazer mal ao organismo? A resposta não é tão simples quanto parece. Alguns efeitos podem se manifestar em doenças a curto prazo e outros podem ficar camuflados por um longo período.

É o caso do chumbo, que fica estocado nos dentes e nos ossos de forma inativa, reaparecendo anos depois atacando o sistema nervoso central, rins, fígado e os próprios ossos. Pode também afetar a formação cerebral e o desenvolvimento geral do feto.

Também foi encontrado arsênio, que é um metal abundante no planeta e normalmente utilizado como raticida, de acordo com um estudo publicado na Revista Acadêmica Oswaldo Cruz. Ele pode causar doenças e até a morte, sendo letal em uma dose acima de 0,07 gramas por quilo.

Ele tem caráter bioacumulativo, concentrando-se nas mitocôndrias celulares. Parte é excretada pelo fígado ou rins e é absolutamente tóxico. O estudo citado anteriormente mostrou que a quantidade de arsênio encontrada nos cigarros eletrônicos é preocupante. Ainda nesse estudo, o arsênio é citado como causa para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, câncer e diabetes.

Muitos outros metais foram encontrados, com seus riscos inerentes e complexidade de eliminação, sendo recomendados diversos outros estudos para o aprofundamento do mesmo, de caráter exploratório.

De modo geral, o que se pôde perceber do estudo é que os cigarros eletrônicos são tão prejudiciais, senão mais do que os convencionais. Então, para manter sua saúde em dia, evite qualquer tipo de fumo, seja eletrônico, convencional ou narguilé, adotando práticas saudáveis como atividades físicas intensas, boa alimentação e hidratação.

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