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O que é bexiga caída e como prevenir o distúrbio de saúde?

Bexiga caída é comum entre mulheres com mais de 40 que tiveram filhos por parto normal ou tiveram gestações muito perto uma da outra.
Bexiga caída
Crédito: Pixabay

O passar do tempo pode ser cruel com a saúde, e um dos problemas mais desagradáveis que atinge principalmente mulheres com mais de 40 anos é o prolapso genital, conhecido popularmente como bexiga caída ou bexiga baixa.

O distúrbio ocorre quando a musculatura do assoalho pélvico fica fraco e os órgãos sustentados por ele – útero, bexiga, uretra, vagina, intestino e reto – se deslocam e podem sair pelo canal vaginal. Quando ocorre deslocamento da bexiga o prolapso genital recebe o nome de cistocele.

Como ocorre a bexiga caída?

O problema é classificado em uma escala que vai de 1 a 4, sendo que nos dois primeiros estágios o prolapso é visível apenas em exames ginecológicos, e nos últimos estágios os órgãos já são visíveis no lado externo.

As principais vítimas de cistocele são mulheres com mais de 40 anos que tiveram filhos através de parto normal, que força as paredes da vagina a se distenderem para que o bebê saia pelo canal vaginal.

Em alguns casos, essas paredes permanecem estiradas, principalmente se a mulher teve várias gestações ou uma gravidez muito perto da outra.

Além disso, as mulheres ficam maus suscetíveis ao problema porque possuem dois hiatos entre os orifícios da uretra, da vagina e do ânus, que provocam uma espécie de falha na musculatura do ânus e da pelve.

Em termos gerais, é como se essa falha “puxasse” os órgãos suspensos na cavidade pélvica, facilitando o problema da bexiga caída.

Causas da bexiga caída

A gravidez e o parto vaginal são as principais causas. O peso da barriga durante os nove meses de gestação aumenta a pressão na região abdominal e força a musculatura e a passagem do bebê durante o parto provoca algumas rupturas nos músculos da região pélvica.

Quando o bebê é muito grande ou não está posicionado de forma adequada o risco de lesões no assoalho pélvico também é maior.

Outras causas da bexiga caída incluem a obesidade, o envelhecimento natural e as alterações hormonais da menopausa, que tornam os músculos pélvicos mais flácidos, e algumas doenças musculares e neurológicas (como a esclerose múltipla), além do fator genético.

Sintomas da bexiga caída

A cistocele, nos estágios iniciais, não provoca nenhum sintoma, mas com o tempo surge uma convexidade na cavidade vaginal; em outras palavras, a sensação é de que tem uma bola pesada na vagina, principalmente se estiver em pé, caminhando ou fazendo exercícios físicos.

Dor no baixo ventre, incontinência urinária, dificuldade para urinar, prisão de ventre (ou diarreia, dependendo do caso), infecção no trato urinário e desconforto ao manter relações sexuais.

Qual médico procurar e qual o tratamento

Ao constatar os primeiros sinais de bexiga caída a paciente deve procurar um ginecologista ou até urologista. O diagnóstico é feito com base no histórico de saúde do paciente e exame clínico na posição ginecológica e em pé.

Se a doença estiver nos primeiros estágios é possível tratar com exercícios fisioterapêuticos para fortalecimento do assoalho pélvico e com o uso de pessário, um anel de silicone com diafragma introduzido na vagina para ajudar na sustentação da musculatura.

Nos estágios 3 e 4, no entanto, não existe medicação ou exercício que resolva o problema, sendo necessário recorrer à cirurgia para correção da musculatura e das estruturas que sustentam a bexiga. Cerca de 90% das operações são bem-sucedidas.

Pacientes que não queiram fazer a cirurgia ou não apresentem condições clínicas ideais podem recorrer aos pessários vaginais. O uso frequente, porém, não é recomendado, pois pode ferir a mucosa vaginal e aumentar o risco de infecções.

Prevenção da bexiga caída

É possível diminuir as chances de sofrer de cistocele através de algumas mudanças de hábitos e exercícios específicos.

  • O intestino preso contribui para piorar os sintomas. Adote uma dieta rica em fibras e verduras para evitar a constipação frequente;
  • A obesidade aumenta a pressão abdominal e torna os músculos da região pélvica mais fracos e flácidos. Perder peso é essencial para evitar a bexiga baixa;
  • Até mesma a tosse crônica pode piorar os sintomas, pois força a região abdominal. Se sofrer desse problema procure um médico e comece um tratamento para evitar consequências piores;
  • Pratique exercícios perineais, ioga e pilates para aprender a contrair a musculatura da pelve e fortalece-la (principalmente se você estiver gravida ou deseja ser mãe);
  • Visite o ginecologista pelo menos uma vez no ano e faça exames de rotina.

Vale lembrar que as informações aqui contidas não substituem uma consulta médica. Somente um profissional qualificado será capaz de diagnosticar a bexiga caída, bem como um fisioterapeuta ou professor de educação física pode passar os exercícios adequados para a região pélvica.

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