Segundo a Sociedade Americada de Ansiedade e Depressão, cerca de 40 milhões de adultos nos Estados Unidos sofrem com ansiedade a cada ano. Nesse cenário, cientistas e pesquisadores dedicaram suas carreiras à tentativa de entender melhor essa condição. Apesar deste trabalho, ainda estão pouco claros sobre o que realmente faz com que essa condição ocorra. Porém, ataques de pânico ligados a deficiências de vitamina podem ser um novo caminho.
Entenda a pesquisa
Caracterizado por sentimentos de nervosismo e inquietação, aumento da frequência cardíaca, hiperventilação, sudorese, tremores, dificuldade de concentração e preocupação descontrolada, as crises de ansiedade e pânico têm a capacidade de impactar todas as áreas da vida.
Existem muitas teorias sobre a causa raiz da doença, incluindo genética, química do cérebro, fatores ambientais ou outros fatores médicos e/ou doenças, no entanto, nada foi provado definitivamente. Por isso a comunidade científica continua a explorar essas pistas ainda mais na esperança de uma resposta.


Os dados mostraram que aqueles com experiências de ansiedade tinham níveis mais baixos de vitamina B6 e ferro do que aqueles no grupo saudável. Por que isso é importante? Uma das teorias mais aceitas em relação ao desenvolvimento da ansiedade é que ela é causada por um desequilíbrio químico no cérebro, com a serotonina sendo vista como um elemento-chave. Isso se deve ao fato de a serotonina ser um dos “hormônios da felicidade”, responsáveis por desencadear os centros de recompensa e prazer do cérebro.
A serotonina é sintetizada a partir do aminoácido triptofano e tanto o ferro quanto a vitamina B6 desempenham um papel importante nesse processo. Portanto, a ausência desses nutrientes pode, em última hipótese, causar uma diminuição dos níveis de serotonina. De fato, muitos dos medicamentos antidepressivos de hoje funcionam com essa mesma teoria, aumentando os níveis de serotonina para regular a saúde mental.

