Quem já colou um brinco, colar, pulseira ou anel de bijuteria e começou a sentir coceira na região, sabe o que é ter alergia à bijuteria. Enquanto não tira a peça do corpo, não para de incomodar. Porém, não é apenas a bijuteria que causa essa reação. Algumas joias também. Veja o motivo.
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Causas da alergia à bijuteria
A alergia à bijuteria, assim como outros tipos de alergia, têm causa imunológica. Ou seja, o sistema imunológico interpreta os componentes das peças como substâncias nocivas ao organismo e reage a eles de forma exagerada, provocando os sintomas típicos de alergia na pele.
A alergia à bijuteria (ao níquel) é uma condição que já nasce com a pessoa, mas que pode levar anos para ser desencadeada. Algumas vezes, somente quando a pessoa está com o sistema imune fraco e tem contato com o níquel é que os sintomas aparecem. Cada caso é um caso.
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Sintomas

Os sintomas da alergia à bijuteria são semelhantes aos de outras alergias de pele. A pessoa sente muita coceira na região onde a peça está. Também podem surgir placas avermelhadas e com relevo, algumas vezes com queimação.
Em alguns casos a alergia pode deixar a pele descamada, áspera e com mudança na melanina, causando manchas escurecidas que ficam por mais tempo, mesmo depois de a coceira ter ido embora.
Como tratar a alergia à bijuteria?
A alergia ao níquel só tem um jeito de resolver: ficando longe desse elemento. Ou seja, diga adeus às bijuterias e às joias que causam coceira. Ao mesmo tempo é importante manter a pele sempre bem hidratada.
Para quem está tendo uma crise alérgica, é preciso ir ao dermatologista para que ele receite alguma pomada com corticoide por um tempo limitado.
O corticoide é um hormônio que ajuda a deixar a pele mais calma, mas não pode ser usado por muito tempo. Por isso é o médico quem deve receitar e orientar sobre o uso.
Outra medida para aliviar os sintomas até que se vá ao médico é fazer compressas de água gelada sobre a região afetada, e evitar coçar para que a irritação vá embora.
Tem cura?
Não, a alergia ao níquel não tem cura, a princípio. Sempre que a pessoa tiver contato com uma determinada quantidade desse agente químico, terá a reação alérgica. Isso não quer dizer que seja impossível a alergia ficar menos intensa.
Em alguns casos a alergia vai ficando mais fraca com o passar dos anos, assim como acontece com pessoas que tinham fortes crises de alergia respiratória na infância e que praticamente se curaram na vida adulta.

