Especialistas em produtos químicos estão preocupados com os aditivos alimentares para crianças, que são nocivos, e que as crianças estão consumindo. O FDA (Food and Drug Administration), que significa Administração de Comidas e Remédios em português, aponta que há mais de 3 mil aditivos alimentares nocivos aprovados em alimentos e materiais de contato com crianças.
Tipos de aditivos alimentares
O consumo abusivo de aditivos alimentares para crianças é muito perigoso, e fabricantes dos países europeus já estão modificando esses aditivos. Entre eles:
- Amarelo quinoleína;
- Carmosina (azorrubina);
- Vermelho allura (vermelho 4);
- Tartrazina;
- Ponceau 4 R;
São perigosos para crianças?
A Academia Americana de pediatria fez um estudo com base em provas crescentes de danos que incluem os bisfenóis, como BPA e BPS, que são usados para endurecer recipientes de plástico e encher latas de metal.
O aditivo pode danificar o sistema endócrino, ou seja: agir como o estrogênio no organismo e alterar o tempo da puberdade, aumentando a gordura corporal. Além disso, pode diminuir a fertilidade e afetar os sistemas nervoso e imunológico. O BPA está atualmente proibido em mamadeiras e copinhos, mas o BPS ainda não está proibido.
Países como os Estados Unidos já proibiram o consumo de alguns desses produtos, como os perfluoroalquílicos (PFCs), usados em embalagens de alimentos. Essa classe de produtos químicos está ligada a uma redução na imunidade, menor peso ao nascer e diminuição da fertilidade.
A pesquisa também mostra que as PFCs podem afetar a tireoide, o cérebro, o sistema digestivo, o controle muscular e a resistência óssea. O alerta também é para os perigos dos corantes nos alimentos artificiais, muito comum em alimentos infantis.
De acordo com os dados, esses produtos químicos podem estar associados a sintomas de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). O estudo mostrou também que um número grande de crianças que cortaram alimentos sintéticos de suas dietas teve uma diminuição dos sintomas da doença.
Cuidados a ter
A melhor iniciativa para revisar os dados existentes e regular os aditivos alimentares para crianças é a ação do Congresso e campanhas populares. Os órgãos que administram os alimentos e remédios não têm a autoridade necessária para revisar os dados existentes sobre aditivos já existentes no mercado ou para testar novamente a segurança deles para as pessoas comerem.
Sendo assim, seguem algumas recomendações seguras e simples que as pessoas podem tomar para evitar a exposição excessiva aos produtos químicos mais nocivos:
- Evite carnes processadas e dê preferência a frutas e a vegetais frescos, especialmente durante a gravidez;
- Não aqueça plásticos, pois eles liberam BPA e os ftalatos para os alimentos. Evite aquecer alimentos ou bebidas no micro-ondas (incluindo fórmulas infantis e leite materno) em recipientes de plástico;
- Procure não colocar plásticos na máquina de lavar louça. O calor quebra o plástico e depois os aditivos penetram nos alimentos. Dê preferência aos recipientes de vidro, cerâmica sem chumbo e aço inoxidável;
- Evite plásticos com códigos de reciclagem 3 (ftalatos), 6 (estireno) e 7 (bisfenóis), a menos que sejam rotulados como “base biológica” ou “greenware”;
- Lave bem as mãos antes e depois de tocar nos alimentos e limpe todas as frutas e legumes que não possam ser descascados;
- Limite alimentos embalados com queijo processado em pó, porque estes produtos lácteos são muito ricos em ftalatos;

