vacina contra coronavirus
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Novos testes da vacina de Oxford para covid-19 indicam sucesso

Agora os testes vão entrar na fase 3, permitindo a observação de resultados em um grande número de pessoas

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, com dados até 14 de julho, há 163 vacinas sendo testadas contra o coronavírus no mundo. Destas, 23 estão na fase clínica, que é o teste em humanos. A mais adiantada entre todas é a vacina de Oxford, do Reino Unido, que está sendo testada também no Brasil.

Os testes tinham começado no dia 19 de abril. No Brasil, foram 2 mil pessoas em São Paulo, 2 mil na Bahia e 1 mil no Rio de Janeiro. No Reino Unido foram 1.077 voluntários testados. Eles foram divididos em dois grupos: 543 pessoas receberam a vacina experimental, e outras 534 receberam uma vacina de meningite (o grupo controle).

Preparando para a fase 3

Agora, no dia 20 de julho, os cientistas já anunciaram resultados positivos das fases 1 e 2 dos testes, embora ainda não se possa garantir se a vacina protege mesmo a população contra a infecção pelo novo coronavírus.

O que se sabe é que o corpo dos voluntários do grupo que recebeu a vacina experimental apresentou resposta imune. Agora, na fase 3, o objetivo é testar um maior número de pessoas para saber se a vacina vai apresentar a mesma eficácia em diferentes etnias.

A vacina e os resultados das fases 1 e 2

Essa vacina, desenvolvida pela Universidade de Oxford, não utiliza somente o próprio coronavírus, mas é produzida a partir de uma versão enfraquecida de um adenovírus que causa resfriado em chimpanzés, mas que não adoece humanos.

Os cientistas adicionaram a proteína spike (S) do novo coronavírus a esse material, em uma versão enfraquecida, na intenção se ser uma opção mais segura para as pessoas.

“Isso significa que, quando o adenovírus entra nas células das pessoas vacinadas, ele também fornece o código genético da proteína S. Isso faz com que as células dessas pessoas produzam a proteína S, e ajuda a ensinar o sistema imunológico a reconhecer o vírus Sars-CoV-2″, explicou Andrew Pollard, professor de pediatria na Universidade de Oxford..

Os ensaios mostraram que a vacina foi capaz de induzir a resposta imune tanto por anticorpos como por células T até 56 dias depois da administração da dose.

Foi vista uma resposta por células T (células do sistema imune capazes de identificar e destruir outras células infectadas) 14 dias após a dose. Já os anticorpos, capazes de destruir o próprio vírus, foram identificados 28 dias após a administração da vacina.

Reações adversas

Os cientistas também divulgaram algumas das reações adversas da vacina, sentidas pelos voluntários. São todas reações já esperadas de vacinas virais, como braço machucado, algum inchaço ao redor da injeção, febre e dores musculares.

Não houve efeito adverso sério ligado à vacina. “Precisamos de uma amostra maior para determinar completamente a segurança”, explicou Pollard.

Mais um ano de espera

De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), que coordena a administração da vacina em São Paulo, se tudo der certo, o imunizante poderá ter o registro liberado em junho de 2021 para então ser produzida em larga escala. Esse tempo é um recorde, pois até então, a vacina mais rápida já produzida, para caxumba, levou 4 anos para ficar pronta.

O acordo com o Brasil permitirá que o país adapte a fábrica de Biomanguinhos para produzir a vacina e disponibilizá-la depois da fase 3 dos ensaios clínicos.

Mas, no Reino Unido, eles esperam que até o fim do ano a vacina esteja disponível para alguns grupos de risco.

Com informações do G1

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