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Uso prolongado de paracetamol é perigoso à saúde, mostra estudo

Esse não é o primeiro estudo sobre os riscos de usar paracetamol a longo prazo – e não poderá ser o último

Crédito: Freepik

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O paracetamol é um dos analgésicos e antipiréticos mais consumidos no mundo. Dores de cabeça, febre e outras dores de curto prazo costumam ser tratadas com esse medicamento.

Mas, não é de hoje que se estudam os efeitos nocivos do uso contínuo de paracetamol. Já falamos aqui dos riscos de lesões no fígado e que esse remédio deve ser evitado por gestantes.

Estudo revela risco de infarto e derrame por excesso de paracetamol

Agora, um estudo da Universidade de Edimburgo, na Escócia, concluiu que os doentes que tomam paracetamol por longos períodos podem ter risco acrescido de sofrerem ataques cardíacos ou acidentes vasculares cerebrais (AVC).

O estudo, publicado na revista científica Circulation, mostrou que, num grupo de 110 voluntários, o uso prolongado de paracetamol fez subir a pressão arterial dos participantes.

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De acordo com James Dear, especialista em farmacologia clínica, o medicamento é “um dos mais importantes fatores de risco para ataques cardíacos e AVC”.

Vale ressaltar que cerca de 36 voluntários, dos 110 que participaram do estudo, tomavam medicação para problemas relacionados com tensão alta ou hipertensão.

Então, os pesquisadores pediram para que todos tomassem um grama de paracetamol quatro vezes por dia durante duas semanas e que, nas duas semanas seguintes, em vez de paracetamol, tomassem um placebo.

Essa quantidade recomendada aos participantes é uma dose comum em doentes com dor crônica, que são as que tomam o medicamento por muito tempo.

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Os ensaios clínicos demonstraram que o paracetamol fez subir a pressão arterial dos participantes. Com isso, os especialistas passaram a aconselhar que as pessoas que sofram com dor crônica mantenham as doses de paracetamol no mínimo possível.

O resultado não é conclusivo

Ainda não se pode considerar que o resultado desse estudo seja confiável, pois foi realizado apenas com uma pequena parcela da população escocesa, e apenas por um mês.

Até os próprios pesquisadores admitiram que não conseguem explicar de que forma o paracetamol faz subir a pressão arterial, mas defendem que as conclusões do estudo deveriam levar a uma revisão das prescrições desse medicamento por períodos mais longos.

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Veja também: Como baixar a pressão alta sem remédios?

Fonte: BBC

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