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Sindrome das pernas inquietas: o que é e como tratar

Veja quais são os riscos que essa síndrome oferece e como tratá-la

O que é a síndrome das pernas inquietas?

Essa síndrome é uma desordem neurológica que causa câimbras e inquietude nas pernas durante o sono e pode prejudicar seriamente o paciente pela dificuldade em adormecer. Segundo pesquisa realizada nos Estados Unidos, 1 em cada 10 americanos sofrem com esse problema e o ignoram. Mas é preciso saber que a síndrome das pernas inquietas pode apresentar riscos graves a saúde se não for dada a devida atenção. Mas a boa notícia é que existe tratamento. Saiba mais no artigo.

Relação da síndrome com doenças cardíacas e renais

Um estudo realizado na Universidade de Tennessee e na Universiadade da California aponta uma relação entre a síndrome das pernas inquietas e a maior propensão a ter um acidente vascular cerebral, doenças cardíacas e também doenças renais. O estudo analisou 3700 pessoas que não possuíam a síndrome e 3700 que possuíam durante 8 anos para realizar a ligação entre a síndrome e outros possíveis problemas de saúde. Os resultados mostraram que os pacientes que sofrem com as pernas inquietas têm 4 vezes maior probabilidade de desenvolver doenças cardíacas e ter um AVC e 3 vezes maior  probabilidade de desenvolver doenças renais.

Os pesquisadores apontaram que essas probabilidades vêm de doenças subjacentes que são agravadas pelas noites de sono mal dormidas em período prolongado. Agora, pesquisas estão sendo realizadas com pacientes que sofrem da síndrome e estão em tratamento para verificar se a propensão a desenvolver doenças diminui quando a síndrome é tratada.

O que causa a síndrome das pernas inquietas

Não existem ainda estudos conclusivos quanto às causas dessa síndrome, o que se sabe é que ela está relacionada a fatores genéticos e a baixos níveis de ferro no cérebro, que acarretam disfunção em circuitos dos gânglios basais do cérebro que transferem dopamina. Isto é responsável por produzir os movimentos das pernas durante o repouso ( e durante o sono). Os danos causados ao cérebro por essa síndrome são notados em semelhança em doentes de Parkinson, mas em menor grau.

Outras causas que são relacionadas pelos médicos à síndrome das pernas inquietas são a propensão para desenvolver doença renal, diabetes, neuropatia periférica, certos medicamentos, a gravidez, o álcool e a privação de sono.

O que a pessoa sente quando tem essa síndrome?

A síndrome das pernas inquietas produz formigamento, coceira e sensações desconfortáveis nas pernas. Quando a pessoa está em repouso, ela sente uma vontade incontrolável de mover as pernas, a fim de parar as sensações. Mexer as pernas faz aliviar os sintomas, mas é impossível ficar o dia todo mexendo as pernas quando se precisa trabalhar, estudar, etc.

A inquietude das pernas geralmente piora durante a noite especialmente quando se está deitado. Longos períodos de inatividade nas pernas, como em viagens, por exemplo, também podem desencadear o desconforto.

Formas de evitar o aparecimento da síndrome

  • Ter um horário de sono regular – a fadiga pode agravar os sintomas associados à síndrome das pernas inquietas
  • Realizar exercícios físicos diariamente
  • Reduzir o consumo de cafeína – a cafeína pode agravar os sintomas da síndrome
  • Evitar álcool e cigarros
  • Manter o peso normal controlado
  • Praticar técnicas de relaxamento
  • Aplicar compressas quentes e frias nas pernas

Formas de tratar a síndrome das pernas inquietas

Existem diversos tratamentos para essa síndrome, aqui vamos citar tratamentos naturais que você pode fazer em casa:

  • Usar meias de compressão para aliviar o desconforto
  • Dormir com um travesseiro entre as pernas
  • Encontrar um ambiente de trabalho onde você pode estar ativo e não precisar estar sentado o tempo todo
  • Sempre escolher os assentos do corredor em aviões ou salas de cinema para esticar as pernas sempre que for preciso
  • Alongar panturrilhas, coxas e quadris com frequencia
  • Realizar uma terapia medicamentosa, com remédios para aumentar a dopamina, opióides e relaxantes musculares. Certifique-se de falar com o seu médico antes de iniciar qualquer medicação.

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